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domingo, 17 de março de 2013

a pizza nossa de cada domingo

sou à favor de rituais e tradições. acho que eles nos ajudam a celebrar pequenos momentos do dia a dia, ao mesmo tempo em que criam uma expectativa saudável. as tradições não precisam ser eternas, elas podem ser reinventadas, adaptadas e, às vezes, até substituidas, dando lugar a novas. uma das tradições paulistanas que adotei é a pizza de domingo. desde a infância, domingo à noite tende a ser o momento mais deprê da semana. aquele gostinho amargo das horas livres chegando ao fim e a breve volta à rotina, a sensação de que os finais de semana deveriam durar mais do que dois dias...

por isso, nada melhor, mais aconchegante do que jantar uma boa pizza. com amigos, a dois, acompanhada por um vinho ou coca-cola, o importante é que tenha pizza. e a verdade é que Sp tem algumas das melhores pizzas do país - talvez do mundo -, de todos os preços, pra todos os bolsos. aqui, aprendi que pizza deve ser temperada com azeite, e não ketchup (talvez não exista hábito carioca que mais irrite o paulistano do que esse), exceto quando ela for muito vagabunda, aí vale tudo. em homenagem a esta pequena tradição, resolvi compartilhar minhas pizzas favoritas de Sp:

para pedir em casa...

* A Esperança - melhor Margherita da cidade, sem sombra de dúvidas

* Bráz - Funghi ou Caprese, pra mim tanto faz

* Camelo - todas fininhas, sou fã da quatro queijos

* 1900 - tradicionalíssima

...e para sair

* Veridiana - clima de bom papo, ótima adega de vinhos

* Margherita - também super tradicional, a pizza homônima é campeã

* Casa Pizza - o ambiente imita uma casa, com quarto, sala, cozinha. ótima para ir em grupo

* I Vitelloni - os azeites de vários sabores são uma atração a parte

* A Tal da Pizza - possivelmente a mais cara da cidade, mas vale a visita

* Quintal do Bráz - instalada em um casarão charmoso e arborizado

e, assim, mais um domingo acaba em pizza. boa semana a todos.

Toscana + Caprese da Esperança, a pedida da noite


quarta-feira, 13 de março de 2013

faça você mesmo

parece consenso: todo mundo que mora em Sp acha esta a cidade mais cara do mundo. se de fato é, não sei dizer. mas quando você começa a viajar para outras capitais e tem a sensação de ser tudo mais barato - mesmo em dólar ou euro - talvez haja alguma verdade nisso. só que aí entra em cena a famosa lei da oferta e demanda, e talvez, só talvez, as coisas sejam tão caras porque nós pagamos por elas. 

os americanos, que não são bobos nem nada, adoram um ditado que diz: if you want something done, do it yourself. e o do it yourself virou um mote tão importante que a sigla (DIY) permeia a internet, em blogs e no pinterest. eles parecem ter assumido para si a tarefa de fazer as próprias coisas. reformar móveis em casa, preparar sobremesas complexas, transformar uma calça jeans velhas em um short descolado. 

inspirada pelo movimento - e pelo namorado engenheiro -, no último sábado pintei meu próprio apartamento. sim, pintei as paredes (e um pouco do meu pé, do braço, do celular) e deu certo, de quebra resultando em uma economia de 500 reais. também resolvi tentar fazer em casa um dos meus pratos favoritos do Ritz, o penne mediterrâneo. começou em um jantar com as amigas e a receita hoje evoluiu para incluir um ingrediente a mais e deixar personalizado. e estou cada vez mais acostumada a fazer minha própria unha, com direito a alguns bifes arrancados, mas com muito orgulho. 

nós crescemos reféns de empregadas, manicures e faz-tudo, como brasileiros, estamos acostumados a pagar pelo serviço. desafio você a tentar fazer uma dessas coisas por si mesmo. pode ser que descubra que faz melhor - e muito mais barato. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

restaurante ou balada?

(disclaimer carioca: balada é o paulixtês para night, adaptação regional para o post)

uma das novas manias da noite paulistana são os restaurantes-balada, nome que eu deliberadamente atribui para este tipo de lugar. na teoria, são restaurantes, desses com hostess na porta, fila de espera - e bota fila nisso -, mesas, guardanapos de pano, cardápios e garçons. mas na prática, o clima é de balada. música alta (muitas vezes com DJ), sofás de quatro lugares comportando grupos de 10, garrafas de vodka e champagne em cima das micro-mesas, pessoas de pé que formam um verdadeiro obstáculo para chegar ao banheiro. 

o primeiro deste tipo que fui é o Brown Sugar, assim mesmo, como na música do Stones. depois veio o Brasserie des Arts, de algum lugar em Saint-Tropez - paulistanos adoram isso - e, mais recentemente, chegou por aqui o Bagatelle, que há algum tempo faz sucesso no Meatpacking District. da última vez que tentamos ir ao Bagatelle, em plena quinta-feira, às 20h, havia mais de duas horas de fila de espera, o que nos fez desistir. agora, estou planejando conhecer o Louis, filial de Miami - eu disse que paulistano gosta disso. o curioso é que, no próprio site, o lugar se define como ponto pré-balada. estranhei muito como, aqui em Sp, as pessoas saem para jantar - e beber - em um lugar badalado (leia-se caro) antes da tal balada propriamente dita. ou seja, na melhor das hipóteses, sua noite já parte de R$150/R$200. já no Rio, muitas vezes essa sequer é a conta total. se a proposta é sair pra dançar, ou ir pra night, como nós cariocas dizemos, então a pré (e não esquenta) pode até ser um barzinho, mas nada muito além disso. 

a verdade é que, possivelmente, um lugar desses não teria demanda suficiente para lotar todos os dias no Rio, que dirá varios diferentes ao mesmo tempo. não canso de me espantar com a quantidade de restaurantes, bares e boates em Sp, todos sempre ulta-movimentados, a tal ponto que criei uma regra: se chegar em um lugar com menos de 15 minutos de espera nos horários de picos, pode ir embora, certamente não é bom. e o mais impressionante é que não param de abrir novos lugares. desde que me mudei, ainda estou tentado conhecer os mais tradicionais, aí tem sempre um do momento que me pega e pronto. isso porque nem saio muito do eixo itaim-jardins. 

justiça seja feita: se nada bate um belo dia ensolarado no Rio de Janeiro, as noites paulistanas não deixam a desejar.

Moscow Mule no Brasserie - drink favorito de Sp

Brown Sugar e Rolling Stones all the way

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

a saga das passagens aéreas

hoje passei pelo que todo carioca morando em Sp teme: precisei comprar uma passagem para o Rio de última hora e constatei o que há muito já sabia - poucas coisas tão abusivamente caras. a ida e volta, fora dos horários de pico, não estava por menos de 800 reais. nenhum trecho da viagem que estou programando para a europa - nota: entre países diferentes - custou sequer metade disso. 

acho que nunca vou entender exatamente como o preço dessas passagens é determinado. já tive que trocar de voo e encontrei o avião quase vazio quando a cia cobrava pequenas fortunas por aquelas  passagens restantes. não seria mais lógico fazer uma promoção-relâmpago e ocupar aqueles assentos? também já paguei multas altíssimas e outras vezes não paguei nenhum centavo para fazer mudanças de passagem. isso sem contar que a antecipação de voos no próprio aeroporto não segue critério algum. corrigindo: segue o bom-humor do atendente. somos todos reféns da Gol e da TAM e não há nada que possamos fazer a respeito, pelo menos enquanto o lendário trem-bala não sai do papel. mas depois de alguns anos de luta, você aprende algumas coisas:

* antecedência é tudo. quanto antes você comprar a passagem, mais chance tem de conseguir um bom preço.

* antecedência é uma droga. você compra passagem para dali a dois meses, os planos mudam, e você fica preso a mil taxas de remarcação.

* quando tiver promoção boa, compre alguma passagem - qualquer uma. vale ter no calendário umas datas importantes - aniversários, casamentos - e já comprar pra essas datas. feriados também. todo carioca em roaming que se preze tem uma planilha.

* as passagens compradas na promoção são as piores. têm sempre as mais altas taxas de troca e os piores reembolsos.

* dá pra comprar as passagens descasadas - uma ida com a volta de outra, mas é pode ser bem confuso. mais um uso para a tal planilha.

* voar para/do galeão não é tão ruim. se o preço estiver melhor, pode valer a pena. Guarulhos nunca vale a pena.

agora, se, em último caso, você tiver que comprar passagem na véspera por uma emergência qualquer, prepare o cartão de crédito ou recorra às milhas, porque não tem jeito. o pior é que as expectativas não são lá muito animadoras. e imagina na copa....



sábado, 19 de janeiro de 2013

sábado na Vila Madá


para nós, cariocas, é difícil admitir. mas a verdade é que existe vida aos finais de semana para além da praia. o sábado amanheceu ensolarado e pedia um belo passeio ao ar livre. mas dessa vez - em parte obrigada por uma crise de laringite - troquei o exercício físico do parque e das ciclofaixas por um programa diferente: uma tarde cultural na Vila Madalena.

a ideia começou para participar de um tour a pé pelas artes de rua e galerias da Vila, o PasseiÔ Conexão, projeto super bacana da minha amiga, Manu Colombo. guiados por ela, percorremos pontos da cidade que são coloridos pelo grafite, conhecemos galerias e lojas de decoração - sim, na última não resisti e levei um poster pro meu quarto. e lá se foram os planos de renovar as plantas da casa...








depois, um almoço bem paulista no Bar do Betinho - feijoada no boteco. é um hábito da cidade comer feijoada aos sábados (ou, como eles gostam de dizer, de sábado). como estamos em janeiro e, afinal, é verão em Sp, o dia terminou chuvoso. mas não antes de um último passeio pelas lojas do bairro, que são deliciosas e convidativas, de guarda-chuva e tudo - me lembro de ter mencionado que este é um item essencial para a vida em Sp. 



e aqui fica um desejo de mais sábados diferentes em 2013. enquanto isso, um bom domingo a todos!

domingo, 6 de janeiro de 2013

o que você deveria saber sobre: Pipa, RN

a Praia da Pipa é um destino comum para quem visita Natal, no Rio Grande do Norte. a pouco mais de uma hora da capital, a região atrai turistas por sua beleza natural. aqui, minhas impressões e algumas dicas, depois de passar uma semana por lá:

há muitas praias para explorar - e são lindas. esqueça a praia do centro, como é chamada a própria Praia da Pipa. nas redondezas as praias são limpas, mais vazias e imperdíveis. conheci - e adorei, nesta ordem: Baía dos Golfinhos, Barra do Cunhaú, Praia das Minas, Praia do Madeiro, Praia do Amor, Tibaú do Sul.

vale a pena acordar cedo. a Baía dos Golfinhos, praia que fica a uma breve caminhada do centro, é conhecida pelos muitos golfinhos que nadam desinibidos por lá. mas nem tão desinibidos assim. uma vez que as escunas, barcos e turistas enchem o mar, eles batem em retirada. então quanto mais cedo chegar, mais chance de ver os bichinhos. nós tivemos a sorte de, ainda com a praia vazia, ver vários.

decore os horários das marés. acredite, não é papo de pescador: em Pipa, isso importa. por causa das falésias, os acessos às praias são via outras praias - o que depende da maré baixa para passar pelas pedras - ou pelas escadarias. mas em alguns casos, o único acesso é mesmo via areia, então vale ficar de olho. a janela são as três horas anteriores e posteriores ao horário da maré baixa.

deixe o cartão de crédito em casa - e leve dinheiro em espécie. quase lugar nenhum - mesmo os mais fancy - aceitam cartões e é uma verdadeira epopeia conseguir sacar dinheiro por lá. caixa do Itaú, por exemplo, não existe, nem banco 24 horas. e os únicos bancos estavam sem dinheiro. fomos salvos pelo bom e velho talão de cheques.

dá para comer muito bem. meus restaurantes favoritos: Aqui, um bistro francês a céu aberto, com uma bela vista; Lampião, onde comemos um camarão delicioso num almoço de fim de tarde; Tapas, um dos mais famosos (e cheios, chegue cedo) da área, que serve, claro, tapas espanholas.

o centrinho fica insuportavelmente cheio. pelo menos essa foi a realidade na semana de reveillon. passar de carro por lá à noite, impossível. a pé, já um belo desafio. mas dá para curtir esses restaurantes nas ruas adjacentes e fugir da muvuca. ou preparar alguma coisa na pousada mesmo.

considerando tudo, Pipa é um gostoso cantinho do Nordeste, que merece ser visitado.

Praia do Madeiro, vista de cima

o acesso à Praia da Mina é a pé, ou com um 4x4

Baia dos Golfinhos

Vista do almoço, no Lampião


Barra do Cunhaú, uma praia quase deserta

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

já é verão em Sp

não sei dizer se de fato as temperaturas têm andado mais altas, ou se eu já moro em Sp há tempo suficiente para ter esquecido o que é calor de verdade. o fato é que essa cidade anda tão quente que, pela primeira vez em cinco anos, estou de fato considerando comprar um ar condicionado. 

você sabe que o verão chegou em Sp quando as manhãs começam com aquela névoa branca que anuncia um dia de calor e, aos poucos vai se dissipando, dando lugar a um céu azul e uma sensação de sauna seca. aí, lá pelas quatro, cinco da tarde, como se o trânsito já não fosse confuso o suficiente, o dia vira noite e a tempestade traz temperaturas mais amenas. mas por alguma razão, este ano as noites não têm ficado mais frescas, o que me faz quase sentir, por alguns momentos, de volta no Rio. 

isso dura só o tempo suficiente de lembrar como é o verão carioca. daqueles dias em que você mal consegue andar da sua cadeira de praia até o mar sem queimar os pés, ou quando você deixa o ar ligado no quarto para conseguir se vestir depois do banho sem suar. daquelas semanas que você passa inteirinhas sem conseguir vestir uma calça jeans, ou comendo só coisas leves porque seu corpo não parece capaz de digerir nada além disso. 

e assim, um pouco mais quente do que o normal, vai começando o meu quinto verão paulistano. e há cinco coisas que aprendi sobre eles:
  • a ponte-aérea fica insuportável - e cara. com essas pancadas de chuva no final do dia, Congonhas fecha, os voos atrasam e a viagem de 45 minutos pode levar 3 horas. ah. e é bom você já ter comprado as passagens até o Carnaval se não quiser pagar preços abusivos. 
  • nunca guarde seus casacos (ou "blusas", em paulistês) lá em cima do armário. quando você menos espera, no meio de janeiro, uma frente fria é capaz de levar as temperaturas para 15 graus. 
  • assuma o lado paulistano que existe em você e desça para a praia. mas faça isso depois das 23h na sexta-feira se não quiser ficar horas no trânsito. 
  • uma chuva de 20 minutos é capaz de provocar alagamentos históricos, verdadeiras correntezas nas ladeiras e, como que em um passe de mágica, logo depois a água desaparece. até hoje não entendi onde ela vai parar.  
  • você vai começar a fazer dietas para o verão e será uma das pessoas a integrar a superpopulação que lota as academias a partir de outubro. acontece que, como no Rio todo final de semana você está na praia e usa vestidos e saias o ano inteiro, sempre achei muito esquisita essa preparação pré-estação. hoje, aderi completamente. 
um bom verão a todos!

28 graus à noite e tempestade todos os dias

terça-feira, 20 de novembro de 2012

programa paulista: domingo no Morumbi

na lista das desvantagens de morar fora, está o fato de você não poder mais assistir jogos do seu time. torcendo pelo Flamengo, ainda tenho sorte de pegar vários jogos na TV, mas a transmissão não é tão frequente e pay-per-view é um luxinho para quem mora sozinha. ir ao estádio então, virou um programa distante. mas neste domingo foi a vez de experimentar o lado paulistano do futebol: assistir a estreia do Ganso no São Paulo, em uma partida no Morumbi. até então, minhas únicas idas ao estádio tinham sido para ver shows. dessa vez, a experiência foi completa.

alguns fatos a se destacar:


  • A torcida - ao menos do SPFC - não é nem de perto tão animada quanto as cariocas.
  • Por outro lado, a torcida é vinte vezes mais civilizada
  • O Maracanã é maior. Pensei em pesquisar para descobrir se é de verdade, mas desisti. Pra mim, parece maior e ponto final. 
  • Paulista canta "putaqueOpariu..." em vez de "putaquepariu". Vai entender. 
  • Eu não conheço nenhuma das músicas de torcida
  • Ir ao Morumbi num dia ensolarado é totalmente suportável
  • O Rogério Ceni é um mala (sempre bom lembrar). 
na conta final, foi um programa divertido. o São Paulo ganhou do Náutico, o Ganso jogou quase o segundo tempo inteiro e levantou a torcida. a operação de chegada/saída foi bem tranquila e, no final, tudo acabou em pizza. afinal, domingo em Sp é dia de pizza. 


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

kit sobrevivência: galochas e guarda-chuva

foi-se o tempo quando Sp era a terra da garoa. hoje está mais pra terra do temporal. e o pior - quando chove, a cidade para, os táxis desaparecem, as ruas alagam e em vários pontos falta luz. na manhã desta segunda-feira foi assim, numa pequena prévia do que vem por aí durante o verão. trajetos normalmente feitos em 15 minutos, levavam 1 hora. às 9h30 da manhã o escritório estava vazio e nas redes sociais pipocavam desabafos de toda parte da cidade.

Av. Faria Lima parada, vista do meu guarda-chuva
pra mim, foi diferente. calcei minhas galochas, guarda-chuva em punho e recorri ao meio de transporte mais eficiente de todos os tempos: as pernas. Sp é talvez o único lugar do mundo onde pessoas que moram a 2 km do trabalho (eu incluída) vão de carro. tá certo que a infra não ajuda. os bairros onde moro e trabalho não têm metro, as ciclovias são escassas e, para ir de ônibus, eu teria que caminhar quase 1 km até o ponto. e por isso as pessoas insistem nos carros. a pé, levei 20 minutos e zero estresse para chegar nesta manhã. nunca pensei que uma galocha seria peça-chave do meu armário, mas para dias como hoje, não há coisa melhor. você pode sair por aí pisando em tudo que é poça d'água sem medo de ser feliz. ou pode também ficar reclamando no Facebook preso no trânsito, é uma escolha.

Hunter Boots


sei que nem todos têm a mesma sorte, mas morar perto do trabalho foi, para mim, condição sine qua non de vida em Sp. como diria o ditado, na lei da selva da cidade grande vale a máxima: adapt or die.