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terça-feira, 18 de junho de 2013

Londres, nova paixão

qualquer um que já tenha lido meu blog, sabe que sou uma apaixonada declarada por nyc. manhattan me conquistou de vez há dez anos, mas nós já flertávamos desde a infância, época em que meus avós viajavam para lá todo ano e voltavam encantados pela cidade - e, mais importante, com uma mala cheia de presentes. diria que eu estava destinada a amar nyc. de lá pra cá, fiz a minha própria história com a ilha, realizei um sonho infantil de visita-la com os dois e voltei outras e outras vezes. mas, nyc, depois desse tempo todo de relacionamento, não há outra maneira de dizer isso: londres roubou meu coração.

muitas pessoas já haviam me dito que eu amaria londres, que era a minha cara. quase como as amigas de adolescência que garantem "você precisa conhecer esse menino, é sua alma gêmea!". e é. bastaram cinco dias na terra da rainha para eu cair de amores. a combinação do histórico com o moderno, aquela arquitetura com aquele sistema de transportes, as infinitas línguas que você ouve por toda parte, o charme europeu com a efervecência de uma grande metrópole. aqueles mercados - Borough, Camden, Portobello. admito que sou razoavelmente adaptável, mas a sensação de mudaria-para-cá-amanhã ainda era privilégio exclusivo de manhattan. era.

[momentos]

reconhecimento de território

Notting Hill merecia mesmo um filme

Fotografando o Borough

Markets e mais markets

Por mais tradições

Cerveja na calçada às 9pm @ Covent Garden

segunda-feira, 27 de maio de 2013

a arte de (não) saber fazer mala

dizem que a prática leva à perfeição. no meu caso, essa regra aparentemente não se aplica ao dom de fazer mala. não importa quantas vezes eu viaje - nem são tão poucas assim -, a hora de fazer as malas é sempre precedida por um pequeno pânico. começa pela vontade de ser compacta - invejo imensamente as pessoas capazes de passar dias e dias apenas com uma mala de mão -, passa pela conclusão de que eu não possuo nenhuma das peças que preciso para sobreviver e termina no drama dos sapatos. por exemplo, para mim, sapatilha é um item essencial. já passei uma semana inteira em viagem de trabalho só com uma dessas. o problema é quando você vai ficar batendo perna. e se chover? levo minhas galochas? mas bota ocupa tanto espaço na mala... e por aí vai.

fazer as malas nada mais é do que tentar controlar o imponderável. por melhor que seja a previsão do tempo, você nunca sabe se vai chover; ou se vai ter uma dor de estômago, se a calça jeans vai rasgar, se vai optar por um restaurante mais chique. por isso, bons frutos da geração hiper-informada que somos, passamos os dias que antecedem a viagem escarafunchando a internet e tentando fazer dela previsível quando, na verdade, a melhor parte de viajar é exatamente escapar do conhecido, da rotina, das obrigações.

então talvez a solução seja se jogar no imprevisível, embrace the messiness of life, como diriam os americanos . em último caso, sempre haverá uma GAP da vida para nos socorrer.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

dez anos de NYC

este ano, fazem dez que desembarquei na times square, vindo em um ônibus de washington, DC, na companhia de duas das pessoas que mais amo nesse mundo. eu ainda não sabia - mas suspeitava - que me apaixonaria de vez por aquela cidade. era janeiro, todas as esquinas estavam geladas, mas tudo era novo: da estátua da liberdade ao central park, da broadway ao jazz no village, passando pelo empire state e rockefeller. dez anos mais tarde, quando o efeito novidade já passou há muito, a alegria vem do familiar, das férias sem pressa, sem obrigação. do prazer de entrar no metro sem mapa, de voltar ao seu restaurante favorito, de descer para downtown dia e noite, mesmo que você teime em pagar menos pela hospedagem uptown.

manhattan tem uma magia no ar. uma alegria que vem pelo simples fato de estar lá. você nem liga para a sujeira do metro ou para a neve que atrapalha seus planos, porque if the city never sleeps, neither will you. já diria meu avô que, na ilha, até o lixo é bonito. e não é que ele sempre tem razão? isso sem falar na constante mania que a cidade tem de lhe surpreender. seja com um velhinho tocando In my life na estação da  23rd st ou com um encontro inesperado com o empire, já iluminado, em pleno entardecer, numa esquina qualquer.

como se nada disso bastasse, NYC tem a capacidade incrível de colocar pessoas no seu caminho. em jantares completamente aleatórios, em passeios pelo high line, e até em um jogo do Super Bowl, perdi as contas de quantas amizades começaram por lá e certamente vão ficar. afinal, mais uma vez recorrendo ao Sinatra, if you can make it there, you can make it anywhere.

não faltam camisetas, canecas, ímãs e chaveiros que estampem, mas também quero dizer aqui: I (heart) NY. nos vemos em breve...





domingo, 6 de janeiro de 2013

o que você deveria saber sobre: Pipa, RN

a Praia da Pipa é um destino comum para quem visita Natal, no Rio Grande do Norte. a pouco mais de uma hora da capital, a região atrai turistas por sua beleza natural. aqui, minhas impressões e algumas dicas, depois de passar uma semana por lá:

há muitas praias para explorar - e são lindas. esqueça a praia do centro, como é chamada a própria Praia da Pipa. nas redondezas as praias são limpas, mais vazias e imperdíveis. conheci - e adorei, nesta ordem: Baía dos Golfinhos, Barra do Cunhaú, Praia das Minas, Praia do Madeiro, Praia do Amor, Tibaú do Sul.

vale a pena acordar cedo. a Baía dos Golfinhos, praia que fica a uma breve caminhada do centro, é conhecida pelos muitos golfinhos que nadam desinibidos por lá. mas nem tão desinibidos assim. uma vez que as escunas, barcos e turistas enchem o mar, eles batem em retirada. então quanto mais cedo chegar, mais chance de ver os bichinhos. nós tivemos a sorte de, ainda com a praia vazia, ver vários.

decore os horários das marés. acredite, não é papo de pescador: em Pipa, isso importa. por causa das falésias, os acessos às praias são via outras praias - o que depende da maré baixa para passar pelas pedras - ou pelas escadarias. mas em alguns casos, o único acesso é mesmo via areia, então vale ficar de olho. a janela são as três horas anteriores e posteriores ao horário da maré baixa.

deixe o cartão de crédito em casa - e leve dinheiro em espécie. quase lugar nenhum - mesmo os mais fancy - aceitam cartões e é uma verdadeira epopeia conseguir sacar dinheiro por lá. caixa do Itaú, por exemplo, não existe, nem banco 24 horas. e os únicos bancos estavam sem dinheiro. fomos salvos pelo bom e velho talão de cheques.

dá para comer muito bem. meus restaurantes favoritos: Aqui, um bistro francês a céu aberto, com uma bela vista; Lampião, onde comemos um camarão delicioso num almoço de fim de tarde; Tapas, um dos mais famosos (e cheios, chegue cedo) da área, que serve, claro, tapas espanholas.

o centrinho fica insuportavelmente cheio. pelo menos essa foi a realidade na semana de reveillon. passar de carro por lá à noite, impossível. a pé, já um belo desafio. mas dá para curtir esses restaurantes nas ruas adjacentes e fugir da muvuca. ou preparar alguma coisa na pousada mesmo.

considerando tudo, Pipa é um gostoso cantinho do Nordeste, que merece ser visitado.

Praia do Madeiro, vista de cima

o acesso à Praia da Mina é a pé, ou com um 4x4

Baia dos Golfinhos

Vista do almoço, no Lampião


Barra do Cunhaú, uma praia quase deserta

férias com sabor de... férias




Turistando nas Dunas de Genipabu, Natal - RN
depois de passar 10 dias de havaianas, sem vestir uma calça jeans ou usar maquiagem, é quase surreal chegar de volta a Sp. nesses dias praianos, você sente falta do movimento das cidades, das lojas que aceitam cartão de crédito, das infinitas opções de restaurantes, e quando sai do avião para encontrar um céu cinzento e aquela garoa fininha, pensa - já posso voltar? 

ainda que nada me relaxe mais do que pisar na areia, a verdade é que sou essencialmente urbana. meus pulmões estão acostumados com o gás carbônico, acho o barulho da cidade reconfortante para dormir e gosto de estar cercada de gente. mais do que isso, penso, por passar o ano inteiro na Gotham City brasilieira, sei apreciar o real valor de deitar na rede com um livro, sem pressa, ou poder me locomover sem carro. morar em uma cidade de praia deliciosamente calma, como Pipa, estragaria para mim o sabor que elas têm de férias. 

Lagoa de Guaraíras, Tibau do Sul - RN
se conhecer uma nova capital da Europa ou explorar, uma vez mais, as ruas de Manhattan me soam como as viagens ideais, nada é tão relaxante como passar dez dias no Nordeste. sobra tempo, e, com esse tempo, você vai até entrando no ritmo local. as preocupações parecem todas muito longínquas. nem o clima e a temperatura são uma questão, pois todos os dias amanhecem azuis. 

a virada do ano pode ser uma mera formalidade, mas, por alguma razão, precisamos do calendário para nos lembrar que é hora de encerrar um ciclo e começar outro. talvez nós precisemos desta forma de nos organizar. talvez seja uma maneira coletiva que encontramos de nos lembrar a desapegar do que já passou e abrir caminho para o que há de vir. a colocar na balança os pequenos grandes momentos que juntos somam um ano e sonhar com novos. a ter esperança - o ano que vem será melhor, eu serei melhor, a vida será melhor. e se é para fazer tudo isso, que seja de corpo e mente relaxados...


à um grande 2013! 

Queima de fogos na Praia da Pipa



sábado, 16 de julho de 2011

Califórnia dreams

é uma das viagens clássicas - percorrer a costa oeste dos Estados Unidos de carro. Mas como todas as outras, acredito que cada viagem é única. A Califórnia é daqueles lugares que já foram retratados em músicas, filmes e livros e, portanto, habitam o imaginário de nós todos. Garota, eu vou pra Califórnia...

San Francisco é a cidade que parou no tempo - mais especificamente na década de 1960. Ou a cidade pequena que tem status de grande. Os hippies ainda estão na moda, letreiros da Pepsi anunciam as vendinhas, veículos muito esquisitos fazem os transportes públicos e existe um bairro gay - em NYC ou Sp todos os bairros são gays. Sempre tem um vento geladinho, mesmo em pleno verão. A cidade é pequena, então diria que 4 dias são suficientes. Pegamos o Fillmore Jazz Festival, evento que fecha a rua de mesmo nome e apresenta o que prometem ser os próximos grandes nomes do gênero, tudo isso com vinho, cerveja e comida ao ar livre. Um jogo dos Giants também pode ser imperdível para quem curte esportes,
o estádio fica à beira d'água e é super moderno. Outra recomendação é o restaurante Foreign Cinema, que exibe filmes estrangeiros e independentes projetados na parede, além de ter ótima comida.

O passeio para Sausalito é delicioso. Muitos fazem de bicicleta pela Golden Gate, por circunstâncias, acabamos cruzando de carro e voltando pela balsa. Dá pra almoçar por lá mesmo e vale a pena. Mas no geral, confesso que SF me decepcionou um pouco... As expectativas eram altas e, na verdade, para mim é mais uma cidade agradável com ar de interior. Dá para ficar entediado, ao ponto de tentarmos jantar às 22h numa sexta-feira à noite e quase não haver lugares abertos, ou de caminhar em certas partes da (pequena) cidade que são absolutamente desérticas.

Napa Valley é maravilhoso. Passamos por quatro vinícolas, o hotel era uma mistura de conforto das grandes redes com hospitalidade de um B&B e a região é toda muito agrádavel. Além disso, o caminho de SF até Napa é lindo.

Carmel, c
omo bem descrito pelo marido, é Búzios encontra Itaipava. Pense na praia com um clima de região serrana, aquelas lojinhas de miudezas, pequenos grandes restaurantes e uma única rua que é a grande atração da cidade toda florida. O grego Dametra Cafe é daqueles lugares que não te convencem num primeiro olhar, mas tem comida divina e ainda palhinha dos donos que cantam e dançam ao final do almoço.

A partir daí, a viagem passa pela região chamada Big Sur, beirando o Pacífico. O caminho é simplesmente deslubrante. Em algum ponto, uma americana comentou que se parecia com o trecho da R
io-Santos e ela tem toda razão.

Depois de um trecho grande de serra (quase 100km), chegamos a San Luis Obispo. Pequena, mas charmosa, duro é tentar comer depois das 21h por lá. No dia seguinte bem cedo fizemos um cooper
para conhecer rapidamente a cidade e foi suficiente. Pé na estrada novamente.

Não muito distante dali, fica Pismo Beach, uma praia gostosa mas com muito vento. Depois de aproveitar um pouco o sol, a próxima parada era Santa Barbara. Após três dias na estrada, SB parece quase uma cidade grande. A rua principal, State St, concentra as principais grandes lojas dos EUA e mais alguns bons restaurantes. A noite também é razoavelmente movimentada, com música ao vivo, baladas e bares. A praia, apesar de bonita e agradável, é de Marina, o que espanta o mergulho. Aliás, para os desavisados, o Pacífico é MUITO gelado!

Um pouco antes de Los Angeles, a pequena cidade de Camarillo hospeda ótimos outlets. Depois, vem um dos trechos mais bonitos da estrada, pelo qual se entra em L.A passando por Malibu e Santa Monica, bárbaro.

Los Angeles, ao contrário de SF, me surpreendeu positivamente. Apesar de não ter a metade do charme de NYC e das pessoas serem, digamos, esquisitas, é também um lugar de poucos locals. Tem centenas de restaurantes e bares ótimos, compras, passeios e tudo o mais com uma vantagem: a praia. Ou seja, é como se fosse São Paulo com orla. Meu lugar favorito na cidade é sem dúvida o The Getty Center. Um complexo que combina museu com lindos jardins desenhado pelo genial Richard Meier - com quem tive o prazer de trabalhar no ano passado - aos pés do Santa Monica Mountains. Imperdível.

Seria impossível resumir 15 dias em algumas linhas. Então, como uma imagem vale mais que mil palavras, restam as fotos:

https://picasaweb.google.com/anaikw/NYCCaliforniaJul11?authuser=0&feat=directlink

terça-feira, 5 de julho de 2011

NYC Summer facts

Para quem nasceu numa cidade como o Rio de Janeiro, a mudança de estações acontece de maneira sutil. Claro que no verão faz um calor infernal com tempestades frequentes, enquanto o outono tem seus dias lindos, do mais puro céu azul. Mas diria que a dinâmica da cidade é pouco afetada pelos meses do ano. O mesmo não se aplica a Nova York. Tendo estado na mais querida das ilhas algumas vezes, esta foi minha primeira durante o verão. Eis as principais constatações:

- a Union Square é verde, muito verde mesmo. Você espera um Central Park deslumbrante e árvores por toda a cidade, mas a vida da US foi o que mais me impressionou.


- é quente e úmido. Nada insuportável para os acostumados com o calor carioca. Além do mais, o East River sopra uma brisa que torna tudo mais agradável.

- a febre nos Starbucks é o Iced Coffee. Recessão? Não na mais famosa rede de cafés da cidade. As filas pelo drink gelado são gigantescas.

- em toda esquina, barraquinhas vendem frutas frescas. Esqueça os cachorros-quentes e pretzels, pense fresh healthy food.

- as estações de metro não têm ar-condicionado. Pode parecer uma constatação óbvia, mas não menos incômoda.

- as pessoas usam seus laptops, iPads, iPhones e iTudo ao ar livre, no meio da rua. Diria que esta é minha maior das invejas: viver sem medo.

- escurece perto das 21h. O dia rende muito mais, as ruas ficam mais cheias. Por consequência, também anda-se mais e quem sofre são os pés.

- a caminhada pela Brooklyn Bridge é deliciosa. E não pense que são apenas turistas na travessia. Muitos locals aproveitam para fazer um cooper ou dar a caminhada diária na ponte que liga Manhattan ao Brooklyn.


- há mais crianças. Sei que não faz nenhum sentido, mas a sensação é que os novaiorquinos têm mais filhos no verão. Ou pelo menos os soltam.

NYC combina com inverno. Nada mais charmoso que as ruas pré-Natal. Mas o verão é feito para todos e a big apple fica ainda mais colorida sob o sol.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Arriba, Aruba!


One happy island. É assim que Aruba se apresenta já na placa dos carros circulando pela cidade - as quais, a propósito, precisam ser trocadas anualmente. As cores mudam para facilitar a identificação e as antigas viram souvenirs vendidas paraos turistas. Nós compramos uma.

E dá para não ser happy? areia branquinha, temperatura agradável, mar caribenho. Ah, esse mar do Caribe... Imagine a combinação perfeita de praias sem ondas, águas cristalinas, nem muito quentes, nem geladas. Além desse deleite à beira-mar, a região oferece cassinos e mais cassinos e lojas de grife com taxa zero, sem imposto. E só.

Para quem mora em São Paulo, o impacto com a qualidade do serviço é grande. Afinal, o povo está mesmo preocupado em ser feliz. Entendê-los, aliás, é um desafio. A língua oficial é o Papiamento, uma mistura de espanhol, português, holandês e idioma do Hopi Hari: o carimbo no passaporte diz Bombini Aruba - Bem-vindos a Aruba. A maioria também fala inglês (macarrônico) e espanhol (incompreensível).

Fora isso, a ilha, como deve ser todo o Caribe, é uma espécie de quintal dos Estados Unidos. Favorecidos pela curta distância e baixo custo, os americanos invadem o lugar em massa, família à reboque, para descansar ou curtir a aposentadoria. Old Ladies e seus respectivos Husbands visitam pela quinta, sexta vez. Chamam o garçon pelo nome. Escolhem o quarto favorito. Passam manhãs inteiras livro na mão, chapéu na cabeça, à mercê do sol. Para agradar los gringos, a comida é tipicamente americana - ovos e bacon no café da manhã, batata frita e pizza para comer à tarde -, televisão idem, e o dólar predomina.

São eles e nós, mais meia dúzia de latino-americanos. Pudera, para quê iriam se despencar os europeus que têm, logo ali, a Riviera Francesa e as Ilhas Gregas? E a gente também tem praia, mas não tem o relax quase obrigatório do Caribe. Voltaria a Aruba e pretendo conhecer ainda suas vizinhas - Curaçao, Barbados e o que mais a maré trouxer.

domingo, 2 de janeiro de 2011

New York City - férias parte VII

A viagem está chegando ao fim, mas o ano apenas começou. Para celebrar 2011, meus top 11 momentos favoritos destas semanas em NYC:


Ver, totalmente por acaso, a luz do crepúsculo no Empire State

Atravessar as avenidas e, no meio da rua, olhar para o horizonte downtown/uptown

A música ao vivo do Fat Cat

Brunch no Bubby's com a vista magnífica de Manhattan

Corrida noturna no Meatpacking District, sem iPod, ouvindo cada passo

Cosmopolitan do Locanda Verde - melhor que já tomei - degustado no bar e embalado por um papo bom demais

Caminhar pela cidade inteiramente coberta de neve, inclusive estações de metro, à 1 da manhã

Experimentar, escolher e comprar, meu vestido de noiva no SoHo

Capuccino na University Place, em pleno dia de semana, dividindo as mesas com os alunos da NYU

Chegar a Manhattan de carro pelo Holland Tunnel engarrafado

Almoço típicamente francês em pleno Upper West Side, no Cafe Lalo






Que este ano novinho em folha seja preenchido com muitos momentos inesquecíveis, raramente registrados nas fotografias, mas que ficam para sempre na memória.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

New York City - férias parte VI

Passado o Natal, é tempo de Ano Novo em todo o mundo. Mas o que NYC entende de Christmas, deixa a desejar no New Years. Poucas pessoas festejam o reveillon como brasileiros, e a questão não é o frio, pois ano passado estivemos em Amsterdã, onde, na virada, a temperatura era de -10 graus, e isso nada impediu que festa rolasse na rua até altas horas.

Esse é nosso terceiro ano novo em Manhattan e, como das outras vezes, não tenho a menor intenção de ir pra roubada-square (aka Times Square). A ideia de ficar horas e horas no frio, sem poder beber (já que é proibido beber na rua), sem banheiros próximos (soube que há quem vá, pasmem, de fraldas, para não perder o lugar) e no meio de uma multidão de turistas, tudo isso pra ver uma bola despencar em 10 segundos, não me agrada. Sendo assim, das outras vezes, fizemos um belo jantar e fomos comemorar a virada em um bar. Animado, mas nada que passe muito de 2am. Neste ano, estamos apostando com um casal de amigos em uma dessas festas pagas com open bar que os restaurantes/boates fazem. Nossa escolha foi o The Collective , uma das sensações do badalado Meatpacking district.

Com uma decoração descolada e eclética, o The Collective foi reinaugurado onde antes funcionava outro lugar chamado One Little West 12 (por conta do endereço). Uma mistura de restaurante e lounge, em um ambiente a meia luz e uma vibe young-beautiful-sexy no ar. O ingresso não foi absurdo, por isso resolvemos dar uma chance e arriscar!

O modelito já está escolhido. Ao contrário do Brasil, aqui as pessoas não passam o Ano Novo de branco - a maioria, aliás, usa preto. A pedida são cores fortes e brilho, com uma meia-calça bonita e casacão por cima. Agora só falta aproveitar e comemorar, muito, o ano que termina maravilhosamente bem, com a promessa de outro ainda melhor.

Para deixar meus votos de Feliz Ano Novo, compartilho o discurso do Steve Jobs na universidade de Standford, feito há cinco anos. Para os que ainda não assistiram, um pouquinho de inspiração no ano que começa:


E que venha 2011!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

New York City - férias parte IV


Para quem adora bons restaurantes e lugares diferentes, NYC também é a cidade ideal. Keith McNally sabe bem disso. Há 30 anos no ramo, é considerado um dos mais bem sucedidos restaurateurs da cidade. Dos que conhecemos do grupo, todos estão sempre cheios, e parece que o padrão se repete: Pastis, Morandi, Balthazar, Schiller's, Pulino's.

Mas Nova York não é só dele. Como já comentei aqui, tem até loja de roupa que vira restaurante. E por mais que haja sempre os lugares de sucesso, existe um fator pessoal na história. Pra mim, por exemplo, não há pizza na cidade melhor do que a da John's Pizzeria. Estivemos na tal Pulino's, o ambiente super badaladinho, comida boa (apesar de a sobremesa ter sido o destaque da noite), mas em termos de sabor, fico com a John's. O mesmo acontece com restaurantes italianos, que são incontáveis na cidade, mas o Chelsea Ristorante, na 8th ave, junta comida deliciosa, serviço impecável e ambiente agradável sem acumular horas e horas de espera.

Aliás, a vantagem de comer uma pizza na John's é depois passear pela Bleecker st e aproveitar o West Village. Dá pra comprar queijos deliciosos no Murray's Cheese Shop - há quem prefira lugares como o Whole Foods Market ou até a Eataly. Mas supermercado de férias, tô fora, e a Eataly apesar de muito legal, fica cheia demais da conta. Subindo um pouco mais, tem a loja do Marc Jacobs - com o outlet ao lado - e, de sobremesa, o cupcake da Magnolia Bakery, supostamente o melhor de NYC. Se o passeio se estender até o começo da noite, sugiro uma passada no Fat Cat, na Christopher Street (que cruza a Bleecker). Eu ainda não conhecia o lugar, mas adorei. Por apenas 3 dólares, há sempre bandas maravilhosas num ambiente descontraído que mistura cerveja, jazz, ping-pong.


domingo, 19 de dezembro de 2010

New York City - férias parte III


Manhattan é incrível. Possivelmente a ilha mais interessante do mundo. Mas logo ali, no lado leste do rio, um bairro vem conquistando muitos que antes se recusavam a cruzar a ponte: o Brooklyn.

o passeio é rápido - da estação que fica próxima de nós, são menos de 10 minutos de metro. A boa pedida é ir no final da manhã e fazer um brunch no Bubby's, uma espécie de primo pobre do River Café, mas não menos bacana. Em vez de estar embaixo da Brooklyn Bridge, ele fica no pé da Manhattan Bridge, o que lhe dá uma visão de ambas as pontes e, claro, do East Side. Não precisa dizer que a vista do restaurante é maravilhosa, mas antes ou depois do almoço vale ir até o parque em frente para admirar com calma a paisagem. Tem um mini parquinho para quem vai com criança. Isso, aliás, é uma das coisas mais impressionantes do Brooklyn. Basta cruzar a ponte a aparecem casais com filhos pequenos aos montes. Aparentemente, as pessoas não gostam de criar seus filhos em Manhattan - vai entender...

Ali naquela região tem mais algumas coisas interessantes, como livrarias bacanas e o Dumbo Arts Center, que, infelizmente, estava fechado quando fomos. Pros apaixonados por chocolate como eu, vale dar um pulo no Jacques Torres Chocolate, na Water Street, que além do Wicked Hot Chocolate tem várias opções maravilhosas, tudo feito lá mesmo.

Dessa vez o frio não permitiu, mas quem gosta de andar pode aproveitar para voltar a pé pela Brooklyn Bridge, certamente um percurso inesquecível.

Ainda preciso explorar mais a noite do Brooklyn, mas sem dúvida é uma região muito gostosa, sobretudo porque é só pular no primeiro trem para estar de volta a Manhattan rapidinho, rapidinho.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Washington, D.C. - férias parte I

após alguns meses de ausência forçada pelo excesso de trabalho, volto, de férias e blogando diretamente dos EUA

sete anos depois, voltei a Washington, D.C. semana passada. neste tempo, a capital americana recebeu o primeiro presidente negro da história do país, um novo museu, atravessou a pior das crises econômicas recentes, mas é como se tivesse ficado parada no tempo.

com uma população de 5.4 milhões de habitantes, D.C. é sede do governo da maior potência do mundo e recebe pessoas de todos os lugares. ainda assim, é uma cidade pacata inserida numa estrutura de metrópole. o metrô, ao contrário do novaiorquino, é limpo e organizado, mas não é nem de perto tão eficiente - ou interessante. os washingtonians parecem ter saído daqueles filmes americanos nos quais vivem a rotina casa-trabalho sem grandes emoções. a própria cidade tem não mais que 500 mil habitantes, mas esse número chega a 1 milhão durante os dias de semana, isso porque a maior parte prefere a pacata vida dos subúrbios que circundam a área. é este ritmo de vida que está impresso no dia a dia de D.C.

ainda assim, a cidade abriga alguns dos melhores museus dos Estados Unidos e mundialmente reconhecidos. até nisso, a ordem impera. se você quiser visitar os museus e monumentos não se preocupe: eles estão estrategicamente situados em torno de uma grande área verde chamada The Mall. Além dos imperdíveis National Gallery of Art e National Museum of Natural History, nesta visita tive o prazer de conhecer o Newseum, um dos mais recentes de lá. o Newseum, como o próprio
nome sugere, é sobre a notícia. as instalações são modernas e o acervo interativo e surpreendente. desde um pedaço do muro de Berlim até o primeiro helicóptero com câmera, passando por exposições como as fotos vencedoras do Pulitzer ou a cobertura jornalística do furacão Katrina.

a tímida agitação da cidade se concentra em áreas como Georgetown (M Street), onde estão as principais lojas e comércio local, Dupont Circle e Chinatown, que reúnem os melhores restaurantes e bares. esses lugares podem dar a impressão de uma grande cidade, digna de capital do mundo, mas reles 20 minutos no metro saindo da região central são suficientes para voltar ao cotidiano dos suburbs.

com toda organização, D.C. já foi considerada a capital do crime nos Estados Unidos, durante os anos 1990 pelos altos índices de assassinato. ainda hoje, é esnobada por muitos WASPs por sua população de negros ser tão significativa - cerca de 36% atualmente. outro problema para os washingtonians é o trânsito, o pior do país, talvez pelo grande número de commuters (como são chamados os que vivem nos subúrbios e trabalham na cidade). em seu favor, a cidade é muito limpa e bonita, com uma arquitetura equilibrada entre o pós Guerra Civil e o moderno. os esquilos são um charme à parte: por onde você anda, há pequenos esquilos cruzando a calçada, subindo pelas árvores e mergulhando nas lixeiras. uma graça.

D.C. está muito perto de Baltimore, cidade que tive a oportunidade de conhecer durante minha estada há muitos anos, mas não valia a pena naquela época, e duvido que isso tenha mudado. o estado de Maryland, onde está D.C., faz fronteira com a Virginia, que fica logo ali do outro lado do rio Potomac. é possível, inclusive, fazer a travessia de metro em poucos minutos. coisa de país desenvolvido.

Mas a melhor parte de D.C., sem sombra de dúvidas, é que a cidade está a 4 horas (de carro) ou 40 minutos (de avião) de Nova York e por um preço super acessível: o ônibus que sai do centro de uma para downtown da outra, custa algo como U$ 20 e é muito seguro. só que a Big Apple é outro capítulo, ou melhor, posts por vir!