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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

de onde você é?



já reparou como quase ninguém que você conhece em nova york é de fato novaiorquino? a mesma dificuldade existe para encontrar um paulistano - veja bem, não paulista - em Sp. mas no rio a realidade é completamente diferente. me lembro de pouquíssimas pessoas de fora do estado no colégio, na faculdade e até nas empresas por onde passei. para nós, cariocas, essa vida em roaming não é tão comum como pode parecer. talvez por isso um episódio recente tenha me marcado tanto. semana passada, durante minha estada em ny, estava em uma loja experimentando alguma coisa quando a vendedora, estranhando o sotaque, perguntou o famoso - where are you from. 

há poucos anos, minha resposta teria sido simplesmente Brasil, mas ultimamente isso não é mais suficiente para os gringos. eles querem saber de onde neste tal país-que-está-na-moda, portanto, me acostumei a responder direto a cidade - Rio - e receber um grande sorriso de volta. só que nesse dia, compenetrada no vestido que estava prestes à provar, aleatoriamente - e para completo choque das minhas duas amigas cariocas - saiu São Paulo. antes que vocês me julguem, pensem se os moradores de ny não respondem que são... de ny. mesmo que não originalmente. pois eu moro há cinco anos em Sp, minha casa é aqui, meu trabalho é aqui, meu voo pousa em guarulhos. será mesmo que é tão estranho assim ter respondido isso? talvez não. mas que foi uma surpresa, ah, isso foi.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

dez anos de NYC

este ano, fazem dez que desembarquei na times square, vindo em um ônibus de washington, DC, na companhia de duas das pessoas que mais amo nesse mundo. eu ainda não sabia - mas suspeitava - que me apaixonaria de vez por aquela cidade. era janeiro, todas as esquinas estavam geladas, mas tudo era novo: da estátua da liberdade ao central park, da broadway ao jazz no village, passando pelo empire state e rockefeller. dez anos mais tarde, quando o efeito novidade já passou há muito, a alegria vem do familiar, das férias sem pressa, sem obrigação. do prazer de entrar no metro sem mapa, de voltar ao seu restaurante favorito, de descer para downtown dia e noite, mesmo que você teime em pagar menos pela hospedagem uptown.

manhattan tem uma magia no ar. uma alegria que vem pelo simples fato de estar lá. você nem liga para a sujeira do metro ou para a neve que atrapalha seus planos, porque if the city never sleeps, neither will you. já diria meu avô que, na ilha, até o lixo é bonito. e não é que ele sempre tem razão? isso sem falar na constante mania que a cidade tem de lhe surpreender. seja com um velhinho tocando In my life na estação da  23rd st ou com um encontro inesperado com o empire, já iluminado, em pleno entardecer, numa esquina qualquer.

como se nada disso bastasse, NYC tem a capacidade incrível de colocar pessoas no seu caminho. em jantares completamente aleatórios, em passeios pelo high line, e até em um jogo do Super Bowl, perdi as contas de quantas amizades começaram por lá e certamente vão ficar. afinal, mais uma vez recorrendo ao Sinatra, if you can make it there, you can make it anywhere.

não faltam camisetas, canecas, ímãs e chaveiros que estampem, mas também quero dizer aqui: I (heart) NY. nos vemos em breve...





domingo, 2 de dezembro de 2012

Woody Allen e eu

costumo dizer que, fosse minha vida um filme, o roteiro seria do Woody Allen. poucas pessoas conseguem ser tão deliciosamente neuróticas, escancaradamente apaixonadas por NYC, aparecer em todos os próprios filmes e ainda tocar clarineta. um gênio. talvez por isso eu tenha ficado tão fissurada com essa recém-descoberta: um cineasta resolveu fazer ao Mr. Allen doze perguntas inusitadas. ou seja, perguntas às quais ele ainda não tivesse respondido 435 mil vezes antes. lá pela terceira vez em que estava assistindo o vídeo, me peguei pensando sobre as minhas próprias respostas. deu nisso:

1. Três celebridades por quem você teve/tem uma queda:
Goran Visnjic, o Dr. Kovac de ER; McDreamy, do Grey's (sim, eu tenho um fraco por fake-médicos) e, claro, Dave Matthews.

2. Qual foi a coisa mais difícil de que você precisou abdicar por razões de saúde?
Ficar 1 mês sem queijo e derivados. aka, a morte.

3. Se você fosse uma amiga da Anaik, em vez de ser a Anaik, qual diria que é a coisa mais irritante na Anaik?
Essa seria uma longa lista, e possivelmente minhas amigas vão discordar, mas eu falo tanto, tanto, que às vezes até canso da minha própria voz.

4. Uma coisa que você fez quando criança e ficaria enloquecida se seu filho fizesse igual:
Absolutamente todas depois das 22h.

5. Você já deixou a barba crescer?
Ainda tenho dificuldades de deixar o cabelo crescer.

6. Uma pessoa que já morreu, a quem você não conheceu, mas gostaria de jantar com:
Pode ser com o Obama? Tá, com o Sinatra então.

7. Diga um filme que você gosta e sempre precisa defender, e outro que você não gosta e sempre precisa se explicar:
A saga Harry Potter e Forrest Gump, respectivamente.

8.  Se você tivesse que escolher entre nunca mais ver nenhum filme (novo ou antigo) ou nunca mais assistir a um evento de esportes, qual escolheria?
Essa é a mais fácil - e foi a resposta mais surpreendente do Allen. Fico com os filmes, sempre, mesmo que até ele tenha abdicado.

9. O que você escolheria: ficar preso num elevador, sem luz, por 30 min ou uma semana em um hotel de luxo cheio de bichos e música alta. 
Elevador. Poderia fazer quase qualquer coisa por 30 minutos, principalmente sem bichos.

10. Que habilidade/talento você não tem e gostaria de ter? 
Cantar, ao melhor estilo Adele-vozerão.

11. Qual seria sua última refeição no corredor da morte?
Trocaria a escolha da comida por poder escolher a companhia.

12. Você ganha de um anjo 100 anos de vida, mas tem uma opção: abater dois anos em troca de conseguir fazer seu grande filme no ano que vem. O que escolheria? 
Fiquei pensando no que seria a grande realização da minha vida e conclui que venderia os 2 anos fácil.

acho que vou levar esse questionário para o próximo jantar.