Mostrando postagens com marcador Bienal do Livro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bienal do Livro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

calendário 2010


Em pleno dezembro, não dá para evitar, ficamos todos monotemáticos. E a pauta é uma só: o próximo ano. De repente, como que contaminados por uma epidemia, nos cansamos de 2009 e queremos nos livrar dele o quanto antes. É quase como a última semana no emprego antigo ou os dias derradeiros de um relacionamento desgastado.


Então, se o clima é este, vamos falar de 2010. Os dois maiores - apesar de completamente diferentes - eventos literários do país já têm data marcada.

A Festa Literária Internacional de Paraty, mudou de mês para se adequar à Copa do Mundo, pois afinal, podemos gostar de literatura, mas somos todos brasileiros. A oitava edição da Flip acontece de 4 a 8 de agosto e vai homenagear o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre. Os autores convidados ainda não foram anunciados pela organização, por isso nem adianta ir dormir na fila do ingresso.

Saindo da bucólica Paraty para uma agitada São Paulo, de 12 a 22 de agosto é a vez da capital paulista receber a Bienal do Livro. As edições cariocas da Bienal ainda dão um banho, mas quem sabe este não é o ano dos paulistanos mostrarem seu potencial?




Aproveite o recesso de fim de ano para por a leitura em dia e curtir o lado literário deste novo ano. Feliz livro novo!


domingo, 13 de setembro de 2009

Bienal do Rio - parte II

Minha participação nesta edição da Bienal do Livro encerrou-se ontem à noite - e devo dizer, com certo alívio.
Justiça seja feita, é de fato muito satisfatório, para qualquer um de nós que trabalha com o mercado editorial, ver tantas pessoas se mobilizarem, saírem de suas casas (às vezes até da própria cidade) e se despencarem até o Rio Centro para ver, conhecer, ou simplesmente comprar livros. Eram milhares de homens, mulheres, crianças, jovens e idosos se aglomerando pelos corredores, disputando lugar na fila dos estandes, esperando para buscar senhas, lutando por um crepe ou uma lata de coca-cola nos superinflacionados quiosques de alimentação.
Vi multidões de crianças (e adultos!) histéricos perseguirem a Xuxa; mas também adolescentes ovacionarem Meg Cabot, autora do best-seller O diário da princesa. Fui arrastada por jovens que gritavam pelo ator da novela das oito, no mesmo dia em que vi se formar uma fila de mais de quatro horas para ouvir a palestra do Bernard Cornwell, um dos mais relevantes escritores britânicos da atualidade.
A Bienal fica cheia, lotada às vezes, mas é, como disse Fátima Bernardes na cerimônia de abertura, a festa do livro. Se essa festa é popular, um tanto melhor. Para quem quer um ambiente mais intimista, ou quer discutir literatura por horas, sugiro que vá à Flip. Mas se você é também um entusiasta do universo literário e lhe encanta ver que, em nosso país, não apenas um show na praia de Copacabana é capaz de mobilizar o público, digo que vá à Bienal. E, enquanto estiver por lá, aproveite para comprar livros com ótimos descontos - a Travessa está vendendo obras da literatura norte-americana por uma pechincha no estande dos EUA - e para sentar-se no Café Literário, cuja programação está bacana, e pode ser degustada junto com as maravilhosas tortas e cafés ali oferecidos.
A Bienal do Livro fica no Rio de Janeiro até dia 20/9.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Bienal do Rio - parte I

Bienal do Livro, para mim, era sinônimo de Wally. Que Wally? Aquele magrelo, de gorro, camisa listrada, que procurávamos nas cenas mais esquisitas possíveis, lembra? Para quem não foi criança ou não teve filhos pequenos nos anos 1980, estou falando da série de livros infanto-juvenis Onde está Wally?, criada pelo ilustrador britânico Martin Handford.


Isso porque, eram nas visitas com o colégio à Bienal, que eu comprava os livros do Wally feliz da minha vida, com o dinheiro que mamãe dava para a festa. Pois bem, os anos passaram, e ontem foi meu debut de trabalho na festa do livro, como chamou Fátima Bernardes.

A feira começou nesta quinta-feira, no Rio Centro, com uma cerimônia de abertura conduzida por Edney Silvestre e Fátima. Na mesa, estavam presentes as autoridades esperadas: Sonia Jardim, presidente do SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livros), Eduardo Paes, o Prefeito, Sérgio Cabral, Governador do Estado, Dennis Hearne, Cônsul Geral dos EUA, e mais alguns secretários de edução/cultura e afins. O clima era de festa, e, claro, de pré-campanha eleitoral. O pais homenageado, Estados Unidos, foi comparado ao Brasil em sua diversidade cultural, pluralidade racial, e jovem história. A infelicidade da cerimônia foram as constantes comparações entre Rio e São Paulo com todo o bairrismo carioca, conduzidas por nosso prefeito.

Política à parte, a festa está bonita, pá. A crise nada impediu a construção dos magnânimos - e alguns, acolhedores - estandes. O movimento ainda foi light, o que deve mudar no final de semana, mas a programação já começou a todo vapor. A atração de ontem foi a escritora irlandesa Meg Cabot, a tal da melancia, que estava apenas à passeio, mas fala ao público neste domingo. Algumas editoras começaram a oferecer descontos nos livros desde o primeiro dia, mas para quem quer aproveitar e fazer umas compras, recomendo sempre o final, quando dá sempre para fazer melhores negócios.

Hoje tem mais!