A personagem, Veronika, parece ter tudo o que desejou. É jovem, bonita, bem sucedida e frequenta lugares populares, mas, mesmo assim, não é feliz. É por isso que, em uma noite regada por whisky e Radiohead (cortesia da versão cinematográfica), Veronika decide morrer.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Paulo Coelho nas telonas
A personagem, Veronika, parece ter tudo o que desejou. É jovem, bonita, bem sucedida e frequenta lugares populares, mas, mesmo assim, não é feliz. É por isso que, em uma noite regada por whisky e Radiohead (cortesia da versão cinematográfica), Veronika decide morrer.
sábado, 18 de julho de 2009
Harry Potter e o Enigma do Príncipe

sábado, 27 de junho de 2009
Jodi Picoult

Em sua última revista de domingo, o New York Times publicou uma ampla matéria sobre Jodi Picoult. Esta, que é a romancista norte-americana que mais vende livros atualmente, começou sua carreira na década de 1980, e, de lá para cá, publicou 15 best-sellers. Seu primeiro grande sucesso foi The pact (1998), que conta a história do aparente suicídio de uma adolescente, e em todos os seus livros encontramos temáticas espinhosas. Conhecida por abordar assuntos polêmicos como abuso sexual, bullying, violência doméstica e morte precoce, a autora acredita não se encaixar em um gênero específico, mas fazer aquilo que define como "ficção de serviço".
"Talvez o leitor comum não esteja passando pela mesma batalha de uma mãe cujo filho está morrendo de câncer, por exemplo, mas ele provavelmente teve uma discussão com seu próprio filho adolescente naquela manhã sobre alguma coisa insignificante, que o deixou frustrada e com a sensação de distanciamento entre a sua e a vida de quem está passando por tal sofrimento"disse Picoult ao Times. Ela espera que seus livros possam ser este elemento em comum.
A razão para tanto frenesi em torno de uma autora cuja carreira está relativamente consolidada, é que um de seus livros acaba de ser adaptado ao cinema, e estreia neste final de semana nos Estados Unidos. My sister's keeper é a história de uma menina que foi concebida por seus pais para servir de doadora a sua irmã mais velha, que está morrendo de leucemia. O drama mexeu com o público em Sundance e foi muito bem recebido pela crítica (veja o trailer aqui).
No Brasil, Jodi Picoult tem três livros publicados: O pacto, Uma questão de fé e O filme perfeito, todos pela Editora Planeta.
terça-feira, 31 de março de 2009
na natureza selvagem
O livro de Jon Krakauer surge a partir da descoberta do corpo de um rapaz de 24 anos em um ônibus abandonado no Alasca e reconstrói as aventuras de suas viagens ao longo dos dois anos em que esteve desaparecido. McCandless adotou um pseudônimo, Alexander Supertramp (isso mesmo, supertramp) e cortou qualquer contato com sua família e amigos. Durante sua jornada, conheceu pessoas que foram fundamentais na pesquisa de reconstituição do autor. Quando chega a seu destino final – Alasca – o objetivo era conseguir viver ali, em absoluta solidão, durante 100 dias. Tudo isso com apenas 5kg de arroz, sem mapa, sem bússola e na companhia de Tolstói e Robinson Jeffers – o moço era um leitor voraz. Christopher/Alexander acaba encontrando por acaso este ônibus abandonado que passa a ser seu lar durante 112 dias e, também, o lugar onde morre. Junto com o corpo acharam um diário e fotos feitas por ele próprio, que também ajudaram na reconstrução dos fatos. O rapaz, que tinha uma relação muito conturbada com a família e a sociedade, aparentemente embarcou nessa jornada com objetivo de encontrar sentido para ele mesmo. O resultado, nunca saberemos, mas em sua carta de despedida, dois dias antes de morrer, ele cita o poema Wise men in their bad hours:
Death's a fierce meadowlark: but to die having made
Something more equal to centuries
Than muscle and bone, is mostly to shed weakness.
The mountains are dead stone, the people
Admire or hate their stature, their insolent quietness,
The mountains are not softened or troubled
And a few dead men's thoughts have the same temper.
E acrescenta: "Tive uma vida feliz, graças ao senhor. Adeus e que Deus abençoe a todos!"
O livro homônimo que deu origem ao filme é mais um de Jon Krakauer, alpinista que ficou conhecido por narrar histórias de aventuras na montanha, que, como seu outro sucesso, No ar rarefeito, foi muito bem recebido pela crítica. Se é melhor, não sei, mas o livro já sai em uma grande desvantagem: falta a maravilhosa trilha sonora de Eddie Vedder, que faz do filme, imperdível.
Jon Krakauer. Na natureza selvagem. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
E por falar em Oscar...

Os prêmios da academia desta vez prestigiaram os amantes de adaptações de literatura para o cinema, como eu. Quem quer ser milionário, o grande vencedor da noite, levou para casa nada menos que oito estatuetas, incluindo melhor filme e melhor direção. A história de um menino que ganha uma fortuna em um programa de televisão na Índia foi adaptada a partir do romance premiado Sua resposta vale um bilhão (2005), de Vikas Swarup. Já O curioso caso de Benjamin Button, que recebeu 13 indicações mas só levou três prêmios técnicos - não houve Brad Pitt que desse jeito - é baseado em um conto homônimo de F. Scott Fitzgeral, da década de 20.
Kate Winslet, merecidamente premiada como melhor atriz por O Leitor, estrela outra adaptação que também entrou na lista dos indicados: Foi apenas um sonho (Revolutionary Road) concorria na categoria de melhor ator coadjuvante com John Givings, mas ele não teve a menor chance diante do brilhantismo de Heath Ledger.
Fica o conselho do escritor alemão Bernhard Schlink para nossos autores:
"Um autor que espera que um filme reproduza suas próprias imagens não deve vender os direitos da obra. Ele só pode esperar que um diretor capaz ache novas e adequadas imagens para a história e o tema do livro."
E rumo ao Oscar!