quarta-feira, 22 de setembro de 2010

inspiração



ando decepcionada com as pessoas, profissionalmente falando. supondo que cumpríssemos à risca a jornada de 40 horas semanais e descontando-se o horário de sono, nós passamos metade do tempo no trabalho. agora, de volta à realidade, a verdade é que passamos a maior parte no trabalho. ainda assim, tem muita gente disposta a trabalhar sem tesão. como pode?

hoje meu dia foi, no mínimo, inspirador. começou com uma palestra do inglês Adam Morgan, autor de Eating the Big Fish. Morgan fala sobre como marcas desafiadoras podem competir em um mercado cada vez mais saturado. a resposta? inovação. mudança. citou Ernest Rutherford: We had no money, so we were forced to think.

à noite, na pós, recebemos um executivo de marketing muito bem-sucedido. é diretor de uma grande varejista, mas já passou por consumo, produto, serviço. criou um produto que começou com uma ideia simples e mais tarde foi vendido para uma gigante do setor de alimentos por milhões. a mensagem que ele tinha para nós, jovens profissionais, era uma só: pense grande. custa o mesmo que pensar pequeno.

e não para por aí. somos filhos de Steve Jobs, o cara que mudou os computadores, por suas próprias palavras, ao acrescentar amor à máquina. quem hoje não tem uma verdadeira relação com seu laptop? depois levou a música à esfera virtual e nunca mais ouvimos canções da mesma maneira. o tempo todo no mundo tem gente inquieta, querendo mudar alguma coisa, ganhar muito dinheiro ou simplesmente fazer a diferença. a triste sensação é que há muitos mais do grupo acomodado. recentemente, entrou para a minha lista de leituras o site 99%, que segue a máxima de Thomas Edison: Genius is 1% inspiration and 99% perspiration.

estamos passando os dias e as horas correndo atrás dos 99. que tal dedicar-se um pouco ao 1%?

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

culpa, para quê te quero?


atire a primeira pedra que nunca criou um blog e depois não teve tempo suficiente para mantê-lo. guilty as charged. todas as blogueiras que sigo e admiro, vira e mexe publicam um post se desculpando, literalmente, pela ausência de palavras - este é um deles. o motivo é sempre o mesmo: falta de tempo. notem que eu disse blogueiras.

ontem estava assistindo House, série que eu descobri com certo atraso, mas adoro, e o episódio era sobre Cuddy, a diretora do hospital. a história é que a moça, solteira e bem-sucedida, decide adotar um bebê abandonado por sua paciente. o sonho de ser mãe não aconteceu da maneira convencional, mas, para ir adiante, precisava do aval do serviço social americano. no dia em que ela recebe o tal representante, a babá faltou e a casa está o um caos. para poder estar lá, ela abre mão de suas obrigações no hospital. o resultado é que ela acaba sendo aprovada, porque, segundo o funcionário, tem estabilidade financeira e emocional, mais do que se pode dizer sobre a maioria das mães.

horas mais tarde, um amigo vem visitá-la e encontra a moça desolada. ela conta que a visita foi péssima. sem entender, ele insiste no fato de ela foi aprovada afinal, então qual o problema? Cuddy explica que a aprovação veio por conta dos baixíssimos padrões e que, por sua própria avaliação, ela jamais teria passado. falhara no trabalho e em casa. o rapaz acerta na mosca, com uma fala mais ou menos assim:

"- Por que vocês, mulheres, sempre fazem isso? Estabelecem padrões impossíveis de cumprir?Peça ajuda! Qualquer homem em sua posição teria, no mínimo, dois assistentes no hospital, uma babá e a esposa em casa, mas vocês acham que precisam fazer tudo sozinhas..."

Deu pra entender?

Bom final de semana!