sexta-feira, 21 de maio de 2010

aniversariando

hoje, eu acordei mais velha. mas acordei mais serena, com mais amigos, com mais uma cidade para chamar de minha. acordei sabendo que tudo bem ficar cansada e trabalhar mais do que deveríamos, contanto que isso te faça feliz. e acordei ciente de que não dá mesmo para fazer tudo e por isso precisamos gastar nosso tempo apenas com as coisas realmente importantes ou que nos dão prazer. o que, na prática, é a mesma coisa.

acordei mais cedo, com a sensação de a vida não pode esperar, mas que eu posso esperar pelo meu futuro. acordei com mais algumas respostas e ainda que hajam milhões de perguntas, não tem problema.

acordei com frio e feliz por ter um edredon na cama; com fome e feliz por poder tomar café-da-manhã. feliz, e mais feliz ainda por ter pessoas para compartilhar essa felicidade genuína, gratuita e completa.

acordei com a certeza de que, de tempos em tempos um ciclo se encerra, mas outro começa. desejando, às vezes, ter aprendido certas coisas antes, ter ouvido certas pessoas ou ter tomado certas decisões diferentes. mas errar, é a vida. e é bonita.


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
(...)
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "
Fernando Pessoa

sexta-feira, 14 de maio de 2010

você tem 1 nova mensagem


o último post da Amy Mengel levanta a questão que não sai da minha cabeça: como escrever o assunto do e-mail de maneira atrativa e coerente com a mensagem? fazendo uma estimativa, mando, em média, 60 e-mails por dia e recebo outros 80. imagino que algumas pessoas recebam muito mais. então, como garantir que o meu e-mail será lido, supondo que o destinatário não me conheça?

o assunto precisa ser curto. como bem lembrado pela Amy, algo em torno de 40-50 caracteres, ou seja, 1/3 de um post do Twitter. o que significa dizer que você tem meia dúzia de palavras para convencer a pessoa sentada em frente a um outlook pipocando novas mensagens a ler a sua. na prática, é mais um sintoma de como as novas tecnologias têm afetado a forma de nos comunicarmos e, principalmente, de escrever. lembra das redações de colégio, que precisavam ter quatro parágrafos, introdução, desenvolvimento e conclusão? se naquela época já era difícil escolher o título, agora ficou ainda mais. a palavra da vez é concisão. o seu interlocutor tem tanto ou menos tempo do que você, e provavelmente não espera uma redação de vestibular. ele quer saber:

1) quem é o remetente e porque deveria lhe dar atenção
2) o conteúdo do e-mail é relevante?
3) exige resposta e/ou ação imediata?

mais de uma vez ouvi executivos dizerem que não leem e-mails maiores do que cinco linhas - isso mesmo, cinco. para os verborrágicos de plantão, isso significa dizer adaptem-se. precisamos passar a pensar mais em nossos destinatários ao escrever a mensagem, não apenas o assunto, mas todo o conteúdo do e-mail. sem esquecer, claro, de que atualmente e-mail é documento. uma vez digitado e enviado, você está assinando aquilo, então vale a pena refletir também até que ponto estamos dispostos a abrir mão da coerência.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

fenômeno digital


lembra quando o Corinthians combinou com o Ronaldo Fenômeno que ele poderia negociar patrocínios para as mangas do uniforme e ficar com um percentual? pois é. isso é coisa pré-twitter.

depois de ter encerrado seu contrato com a TIM por causa do escândalo envolvendo travestis, o craque (será?) acaba de fechar com outra operadora de celular, dessa vez a Claro, como garoto-propaganda. apesar de ainda não ter estreado em nenhuma campanha, o jogador já começou sua primeira - e inovadora - ação em nome da marca.

de hoje até o final da copa do mundo, o twitter da claro (@ClaroBrasil) será substituído pelo @ClaroRonaldo. neste perfil, o fenômeno gorducho vai comentar os jogos da copa nesta iniciativa que promete mexer com a forma como as marcas utilizam rostos famosos para se promover.
veja que, apenas 2 horas depois de seu primeiro tweet, o perfil já tem nada menos do que 37.000 seguidores. e crescendo...

essa não é a primeira vez que o artilheiro chama atenção por seus acordos de patrocínio. na copa de 1998, ele recebia um cachê exclusivo apenas para entrar com um par de chuteiras prateadas em campo. houve também uma época em que ele comemorava os gols com o símbolo de "número 1", slogan da cerveja Brahma.

agora é esperar para ver até onde a criatividade das empresas vai levar o twitter.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

vícios tecnológicos

neste final de semana, ao saber do meu assumido vício por tecnologia, um amigo me perguntou quanto tempo eu conseguia ficar sem mexer no celular. imediatamente me ocorreu que ele queria uma resposta em horas, claro, porque dias nem pensar.

desde que o smartphone entrou na minha, nas nossas vidas, o celular virou um verdadeiro vício. para dar uma dimensão, no dia a dia eu sequer guardo o meu na bolsa. ando com ele na mão (sim, na mão) pra lá e pra cá. se estiver sentada no escritório ou à mesa de um restaurante, ele estará lá do meu lado. nos cinemas, teatros e aulas, jamais desligo - ponho no silencioso para não atrapalhar ninguém, mas continuo controlando o que acontece. até no avião uso o modo off-line, mas não desligo. aliás, nunca desligo, nunquinha mesmo. nem à noite. e o melhor de tudo é que raramente uso para ligação. a maior parte das vezes estou em um dos milhares de aplicativos, como e-mail do trabalho, pessoal, Facebook, Twitter, Google Reader, etc.

você se reconheceu no parágrafo acima, não é? tenho certeza de que, como eu, existem milhares hoje. e não é privilégio dos jovens. muitas pessoas que viveram 40 anos sem celular hoje não imaginam o mundo sem o aparelhinho. quer um exemplo? hoje, no Brasil, são 175,6 milhões de celulares. achou pouco? na última pesquisa do IBGE, feita em junho de 2009, a população brasileira era de 191,5 mm.

o problema é que os celulares podem até estar ficando smart. nós, nem tanto. quem confessou ter se identificado com os sintomas acima, agora admita: quantas vezes já usou o celular enquanto dirigia? rapidamente, para checar um e-mail ou mandar um SMS. pois é. nos EUA, 6.000 pessoas morreram em 2008 vítimas de 'distracted drivers', ou seja, você, quando está ao celular. o alerta foi levantado pela Oprah, sempre ela, que decretou dia 30/4, última sexta-feira, como No Phone Zone Day. a ideia é mostrar que nós podemos deixar os celulares de lado por alguns minutos em nome da segurança física e, porque não, mental.

eu já aderi, mas que ninguém venha com a ideia de no internet day. um vício de cada vez.