quinta-feira, 29 de abril de 2010

livro digital, leitor real


sei que ando sumida. sabe como é, a gente se compromete com milhares de coisas das quais consegue fazer apenas 20% e vive a eterna frustração de não estar fazendo os outros 80%. nas palavras de Sinatra "Yes, there were times/ I´m sure you knew/ When I bit off more than I could chew", e era apenas o século XX. mas isso é assunto para outro post.

minha passada por aqui é para dizer que no dia 15 de maio acontece no Rio de Janeiro o seminário Readers 2.0. o assunto, claro, são os famosos leitores digitais, o futuro do livro, os modelos de negócios e afins. não há dúvidas de que é um dos mais relevantes temas do mercado editorial e tendências do momento. minha questão é se já estamos mesmo no ponto de realizar seminários. aqui em São Paulo houve, em março, o 1º congresso internacional do livro digital, um evento mais robusto, mas não tão mais esclarecedor. pelo que li - e ouvi - os participantes saíram de lá com menos respostas do que perguntas, e talvez não seja diferente agora no Rio. não há dúvidas de que kindles, nooks e agora o iPad estão sacudindo as estruturas do mercado. mas até que ponto? talvez ainda estejamos em uma fase de observação e não tanto de intervenção.

quem quiser conferir (e depois comentar no Melhores Palavras), o Readers 2.0 é aberto ao público e a entrada é franca. as inscrições devem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e o evento acontece no campus da FACHA, m botafogo.

domingo, 18 de abril de 2010

Nina DiSesa


não sou fã de livros sobre carreira, gestão ou qualquer coisa que o valha. acho sempre que este gênero acaba incorrendo no tom de autoajuda e, portanto, pulo fora. mas, por causa do trabalho, fui apresentada ao livro Seducing the Boys Club: uncensored tatics from a woman at the top. depois do briefing editorial e uma rápida pesquisa pela internet, descobri que a autora, Nina DiSesa, é uma das feras do mercado publicitário. foi diretora de criação da McCann Erickson, onde comandou a campanha da Mastercad "Não tem preço" - na minha opinião, uma das mais geniais de nossos tempos (veja aqui o meu favorito). foi aí que a curiosidade bateu e Nina passou a habitar meu Kindle. afinal, uma mulher dessas deve ter algo a dizer.

a boa notícia é que tem. já pelo título dá para perceber por onde o livro vai. Nina compartilha sua trajetória neste mercado tipicamente masculino e as principais dificuldades que encontrou (ainda hoje) por ser mulher. mais do que isso, mostra que exatamente aquelas características que nos fazem diferentes dos homens, são as que nos permitem, algumas vezes, muito mais. e ela fala com conhecimento de causa, pois tornou-se a primeira mulher a ser chairman da McCann. o livro é realmente delicioso. leve, bem-humorado e contemporâneo, capaz de fazer qualquer mulher que batalha nas trincheiras dos escritórios se identificar. e, para ficar ainda melhor, dá para conhecer um pouco mais dos bastidores dessa campanha sensacional da Mastercard: "existem coisas que o dinheiro não compra. para todas as outras, existe Mastercard."

no Brasil, sai em maio, pela Planeta (eu contei que tinha pitada do trabalho).



sexta-feira, 9 de abril de 2010

Twitter

se o Twitter tiver uma assessoria de imprensa, ela deve estar feliz da vida. mas isso seria um excesso, porque o serviço de microblogging está por toda a mídia.

hoje mesmo, na primeira passada pelos jornais da manhã, encontrei três exemplos. o Brasil Econômico anuncia que o The Huffington Post, site de notícias norteamericano, passará a ter conteúdo exclusivo para o Twitter. Em uma esfera mais, digamos, hollywoodiana, a CNN reportou o fato de Jim Carrey ter anunciado o fim de sua relação no Twitter com um símbolo de sorriso. já a Época Negócios deu destaque ao fato de José Serra ter informado que usaria, para o lançamento de sua candidatura, adivinhem, o Twitter.

a rede parece ter deixado de ser apenas a grande febre da internet e se tornado também fonte para a imprensa. as personalidades que ali registram pensamentos e notícias são acompanhadas de perto não só por fãs e curiosos, mas também por repórteres, produtores, e até concorrentes - no caso de empresários.
eu, por exemplo, sigo jornalistas, autores que gosto, profissionais de PR e Web 2.0, jornais e revistas e até o Barack Obama. mais do que voyeurismo, como alguns ainda insistem em classificar, o Twitter é o mais rápido, conciso e puro fluxo de informações de nosso tempo. mas se você não está pronto para enxurrada, então não, o microblogging não foi feito para você.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Abril

esse post não tem nenhum grande propósito que não seja receber o mês. devo confessar que simplesmente adoro abril. sempre gostei, é daquelas simpatias que você não sabe bem de onde surgem, mas que te acompanham. para mim, abril está para o ano como as quintas-feiras estão para a semana.

abril não é um mês propriamente especial. não tem carnaval, nem natal. não tem dia das mães, dos pais, das crianças; não tem férias escolares, não tem superstição. a única coisa que abril tem (e às vezes) é páscoa. mas também, quem não gosta de chocolate?

abril é começo do outono, o que, aqui no brasil, significa que as temperaturas começam a ficar mais amenas, os dias mais azuis e as praias cada vez mais agradáveis. se você quiser viajar, não tem problema, abril também é bom no hemisfério norte. lá no topo do globo, as temperaturas vão subindo, dando uma trégua aos que suportam temperaturas abaixo de zero, e as flores aparecem - é primavera.

abril também te dá uma perspectiva do ano. de repente, o primeiro trimestre passou assim, puf!. mas com essa sensação, vem também a tranquilidade de saber que ainda temos o ano todo pela frente para cumprir as resoluções de ano novo.

era para eu ter nascido em abril, mas resolvi esperar até maio. talvez dr. freud tenha um explicação para a minha predileção que passe por aí. talvez não. o fato é que eu gostaria de dizer:

bem-vindo, abril!