segunda-feira, 28 de setembro de 2009
recém-nascidos
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
prima de quem?
Durante a semana toda, não falou-se de outra coisa no Twitter, Facebook e nos blogs, mais conhecidos como os atuais elevadores, corredores e pontos-de-ônibus, claro. Mas por que diabos esperamos tanto a chegada da Primavera? Flores desabrochantes em belas árvores não é coisa que se veja na cidade cinza em estação nenhuma. Também não faz o maior dos calores, tampouco para de chover - pelo contrário, normalmente até chove mais do que no Inverno. terça-feira, 22 de setembro de 2009
os policiais
domingo, 20 de setembro de 2009
Crepúsculo - o filme
Resultado: decepção. O filme é bem feitinho, com todos aqueles ingredientes que podem prender o espectador - mas jamais chega lá. Está certo que o livro pode (e deve ser) um tanto mais envolvente, mas a história também não é lá essas coisas. Toda a trama gira em torno do amor de Bella (adolescente mortal que muda-se para a casa do pai em uma cidadezinha fria) e Edward (vampiro que finge ser um adolescente e frequenta a mesma escola que ela). Acrescente-se a isso um pouco de suspense, representado pelos vampiros inimigos que partem em uma caçada à Bella, da qual Edward, claro, vai salvá-la e protegê-la. E só.
A história dessa paixão poderia ser suficiente para encantar, mas dificilmente convence, caso você tenha mais de 17 anos. É tudo muito intenso, excessivamente dramático. Tudo muito... teen. Em meia dúzia de encontros os dois já estão morrendo de amores um pelo o outro e, claro, como todo bom adolescente, estão dispostos a enfrentar o mundo para viver essa paixão. É como se o diretor nos forçasse a acreditar na força desse amor que, cá prá nós, se faz pouco crível.sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Oprah's book club

domingo, 13 de setembro de 2009
Bienal do Rio - parte II
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
tacada de mestre
Em declaração ao Publisher Weekly, o presidente da Penguin, John Makinson, se referiu ao mercado editorial brasileiro como “um dos mais dinâmicos e promissores do mundo”, e disse ter altas expectativas para esta parceria. A escolha da Companhia das Letras, segundo ele, se justifica pelo fato da linha editorial adotada pela empresa de Schwarcz ser complementar a da própria Penguin.
Agora, no mínimo, os outros editores terão mais no que pensar ao longo do final de semana, além da Bienal do Livro...
Bienal do Rio - parte I

terça-feira, 8 de setembro de 2009
atrás das grades
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
são paulo é prosa, rio é poesia...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Lo-li-ta
Lolita. Gíria que no mundo inteiro passou a designar meninas na faixa entre 9 e 12 anos de idade sexualmente atraentes. Ninfeta.
O prefácio redigido pela personagem John Ray, suposto médico que introduz a autobiografia de Humbert Humbert, adverte leitores distraídos: esse não é um romance pornográfico. Ainda assim, nos Estados Unidos fora das páginas da década de 1950, quatro editoras diferentes recusaram a primeira obra em inglês do escritor russo Vladmir Nabokov. Lolita saiu pela primeira vez em Paris, em 1955, e a publicação nos Estados Unidos aconteceria três anos depois, quando o livro alcançou o primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.
De posse de um romantismo irônico, o professor de literatura francesa Humbert Humbert narra sua obsessão infantil pela menina Dolores. No conto russo que deu origem ao livro, Dolores era francesa, H.H., da Europa Central, e a narrativa se transcorria entre Paris e Provença. Nabokov importou para o romance, no qual voltou a trabalhar apenas nove anos mais tarde, a ideia do casamento com mãe da menina, e algumas das características da jovem personagem. Fora isso, todos os novos elementos foram inseridos a posteriori, principalmente o cenário nos Estados Unidos, país para o qual o autor imigrara. Ao longo da narrativa, a personagem-narrador desdobra sua obsessão infantil (e infantilizada) de tal modo que o leitor não pode evitar a compaixão por ele. De boas risadas com sua tirania e paranoia, chegamos à segunda parte do livro com certa pena deste homem claramente manipulado por uma Lolita mais mulher do que menina neste aspecto.
Confesso que, por um preconceito oculto, hesitei inúmeras vezes em ler Lolita. Menos por causa da questão da pedofilia e mais pelo fato de achar que o livro não seria mais do que isso. E é. Na verdade, o livro não é uma história de pedofilia. O livro não é sobre uma jovem menina erotizada. Lolita é uma história de amor, uma história de obsessão. Todos os outros personagens – inclusive a menina Dolores – são sumariamente ofuscados pela riqueza de Humbert Humbert. Um homem de meia-idade, europeu, vivendo anárquica e libidinosamente no país da liberdade, atormentado por seus próprios fantasmas e ironizado por seu destino. Lolita, para mim, só ganha consistência quando aparece, pela última vez, grávida, casada, filha. A Lolita dissimuladora, mimada, emocional, mulher, não convence – nem a nós, nem ao próprio H.H.
No belo posfácio do livro, Nabokov expõe as dificuldades que encontrou quando sua obra enfrentou o tabu da pedofilia, dizendo que considerou, inclusive, publicá-la sob um pseudônimo, mas desistiu ao concluir que isso seria uma traição a ele mesmo. O autor também repudia análises psicanalíticas que explicam – ou tentam explicar – o romance. Segundo ele, o livro não foi escrito com fins didáticos e não traz, por isso, nenhuma moral consigo. Defende, ainda, que o leitor não deve buscar em uma obra de ficção informações sobre o autor, um país ou uma classe social. Isso porque, uma das reações ao livro foi tomá-lo como uma crítica à nação norte-americana, coisa que o autor nega veementemente, alegando ter usado apenas cidades e estradas que conheceu como base para fundamentar cenas que, para ele, são os alicerces da obra.
Lolita consagrou-se como uma das obras mais importantes da literatura mundial, e consagrou Vladmir Nabokov em sua brilhante carreira. Mais tarde, foi adaptado ao cinema pela primeira vez em 1962 por Stanley Kubrick.
Vladmir Nabokov. Lolita. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.