sábado, 27 de junho de 2009

Jodi Picoult


Em sua última revista de domingo, o New York Times publicou uma ampla matéria sobre Jodi Picoult. Esta, que é a romancista norte-americana que mais vende livros atualmente, começou sua carreira na década de 1980, e, de lá para cá, publicou 15 best-sellers. Seu primeiro grande sucesso foi The pact (1998), que conta a história do aparente suicídio de uma adolescente, e em todos os seus livros encontramos temáticas espinhosas. Conhecida por abordar assuntos polêmicos como abuso sexual, bullying, violência doméstica e morte precoce, a autora acredita não se encaixar em um gênero específico, mas fazer aquilo que define como "ficção de serviço".


"Talvez o leitor comum não esteja passando pela mesma batalha de uma mãe cujo filho está morrendo de câncer, por exemplo, mas ele provavelmente teve uma discussão com seu próprio filho adolescente naquela manhã sobre alguma coisa insignificante, que o deixou frustrada e com a sensação de distanciamento entre a sua e a vida de quem está passando por tal sofrimento"disse Picoult ao Times. Ela espera que seus livros possam ser este elemento em comum.

A razão para tanto frenesi em torno de uma autora cuja carreira está relativamente consolidada, é que um de seus livros acaba de ser adaptado ao cinema, e estreia neste final de semana nos Estados Unidos. My sister's keeper é a história de uma menina que foi concebida por seus pais para servir de doadora a sua irmã mais velha, que está morrendo de leucemia. O drama mexeu com o público em Sundance e foi muito bem recebido pela crítica (veja o trailer aqui).

No Brasil, Jodi Picoult tem três livros publicados: O pacto, Uma questão de fé e O filme perfeito, todos pela Editora Planeta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Livros com desconto!

A Cosac Naif está vendendo com 40% os livros de seus autores que estarão na Flip. As compras podem ser feitas no site apenas hoje.
Aproveitem!

Anaik Weid
Approach
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Enviado do meu celular

terça-feira, 23 de junho de 2009

Sala de Leitura

Recebi de uma amiga esta dica super bacana, que resolvi compartilhar.
Neste mês os interneteiros amantes da literatura ganharam mais uma casa, esta 100% brasileira. O Sala de Leitura é uma comunidade literária colaborativa, ou seja, daqueles sites em que todos podem contribuir com o conteúdo. Um espaço que promove o encontro entre leitores e autores - amadores ou profissionais -, onde é possível publicar textos, sugestões de eventos, links interessantes, participar dos fórums de debate, tudo o que se tem direito.
Para participar ativamente, é só se cadastrar (apenas com nome, e-mail e senha) e começar a publicar e comentar. Quem não quiser, também pode passar de "visita" e dar uma espiadinha nos textos - alguns bem interessantes - que vão de poesia a ensaios, passando por crônicas, fábulas, artigos e épicos.
À todos os autores é uma chance enorme de se relacionar com seus leitores e de conquistar novos adeptos. E à nós, leitores curiosos e incansáveis, mais um estímulo à produção literária no Brasil.

domingo, 21 de junho de 2009

papo

Correria danada, pouquíssimo tempo para postar. O pouco que resta tenho dedicado ao Gay Talese, cujo livro, Vida de escritor, tem me conquistado mais e mais. O cara é muito fera.
Aliás, há pouco passei pelos capítulos que ele dedica à luta contra a segregação racial nos Estados Unidos encabeçada por Martin Luter King Jr. na década de 1960. Conduzido pelos anos que viveu no Alabama durante a faculdade, Talese amarra os fios entre a pobreza reinante no sul do país após a Guerra de Secessão, cem anos antes, e a relação entre brancos e negros estagnada dos discursos do governador ao sistema Judiciário. As manifestações pacíficas e militantes a favor dos direitos negros - tão básicos quanto o direito ao voto - culminam na passeata até Montgomery que levou de volta, anos depois, o jornalista já como repórter do The New York Times, ao mesmo estado, mas de posse de outro senso crítico. Todos os microepisódios que precederam a marcha, recebem de Talese tanta ou mais atenção que o momento histórico, nos provando sorrateiramente como a história é de fato produzida no cotidiano. Eu, com o livro no colo apenas 40 e poucos anos mais tarde, me pergunto o que teria esse jornalista agora a dizer sobre o fato destas mesmas pessoas viverem em um país cujo presidente é negro. Espero que na Flip ele nos dê uma canja.
Gostaria muito de saber de vocês o que andam lendo! Coisas boas?

domingo, 14 de junho de 2009

Leituras

Mea culpa: faz uma semana que não escrevo nada no blog. Muito, muito trabalho, e um feriado de descanso no litoral. Então, já que estive longe dos meus colegas do universo literário - blogueiros, autores e editores, com quem troco informações via web -, vim contar um pouco do que aproveitei para ler nos últimos dias.
Tirei uma casquinha do livro inédito de Juan Carlos Onetti, a ser publicado pela Editora Planeta em julho. O volume reúne dois contos ainda não publicados por aqui e que foram recentemente descobertos pela filha do autor, O poço e Para uma tumba sem nome. Confesso que nunca tinha lido nada do uruguaio, pois minhas leituras andavam mais pelo velho mundo, mas o cara é fera. Dia 1 de julho comemora-se os 100 anos de nascimento do Onetti, e para quem nunca leu, ótimo momento para começar. O poço é escrito em forma de memórias pelo protagonista, um quarentão amargo e completamente delirante de uma maneira deliciosa. A cada lembrança narrada ele também nos oferece um pouco da alma deste personagem por quem o leitor vai nutrindo uma mistura de asco e envolvimento.
Em paralelo, comecei a ler o novo livro do Gay Talese, Vida de escritor, sobre o qual já comentei aqui no blog. Como jornalista, estou adorando. Neste livro, o personagem principal é o próprio Talese, que em meio aos seus fracassos e tombos como autor, nos deixa acompanhar o ofício da escrita e da reportagem. Vida de escritor foi recém-publicado pela Companhia das Letras, e vale lembrar que o autor estará na Flip.

Escolham seu estilo e boa leitura!

domingo, 7 de junho de 2009

Livros-tesouro


Mais um golaço da era digital. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, anunciou que, graças a uma doação de 300.000 libras, vai digitalizar seu catálogo completo de livros medievais. A preciosidade inclui mais de 4.500 títulos publicados até 1501, ou seja, pré-impressão. Tratam-se de verdadeiros trabalhos manuais realizados à época, além de os primeiros registros do que nos séculos seguintes se consolidaria como a impressão de livros tal como hoje conhecemos.
Para os especialistas da área, esta iniciativa significa a ampliação de ínumeros campos de estudo acadêmico, que passarão a ter possibilidade de consultas sem os obstáculos físicas, impostos pela qualidade e degradação do material.
O projeto, que inclui livros como a Bíblia de Gutenberg, tradução em latim da Bíblia feita no século XV, tem duracão prevista para os próximos cinco anos.

A Bíblia de Gutenberg, publicada em 1455, marca o início da produção

em massa de livros no Ocidente


sexta-feira, 5 de junho de 2009

O veredicto

Em 1913 foi publicado O veredicto, novela que inauguraria a série das obras-primas kafkianas. Escrito de uma só vez, em apenas seis horas, O veredicto marca o que seria, segundo Modesto Carone, o ínicio da primeira fase da literatura de Kafka, conduzida pelo confronto pai-filho e que culmina em A metamorfose, a partir de quando tal confronto passa a ser menos pessoal e mais abrangente (até migrar da figura paterna para uma instância anônima, como o Tribunal, em O processo).

O processo criativo desta novela, que em muito traduz o estilo de sua prosa precisa, naturalista, foi considerado ideal por Kafka:

Só assim se pode escrever, só num contexto como este, com uma abertura tão completa do corpo e da alma.
dos diários de Franz Kafka

Pouco se pode falar desta narrativa sem contaminá-la. O personagem Georg Bendemann tem de lidar com seu pai-tribunal, há muito afastado por ele mesmo, e de quem receberá seu veredicto. Mas o fato é que, ao final das 20 páginas, o leitor também receberá seu próprio veredito, e este é uma condenação - nunca mais enxergar a literatura moderna da mesma forma.






terça-feira, 2 de junho de 2009

FLIP 2009

Os 10.000 ingressos para a 7ª edição da FLIP começaram a ser vendidos ontem, às 10 horas da manhã, e em menos de quatro horas, todos já estavam esgotados. Frustração para alguns, alegria para outros. Se ainda havia dúvidas quanto ao potencial do mercado editorial brasileiro - apesar da entrada de grandes grupos estrangeiros provar o contrário - está aí uma amostra do crescente interesse nacional na literatura. Grandes nomes como Chico Buarque e Milton Hatoum com certeza contribuíram com o sucesso de público, mas para leitores apaixonados como eu, foi uma satisfação às avessas ter esperado mais de 1 hora ao telefone para conseguir comprar ingressos. Afinal, apenas uma coisa é melhor do que saber que seus interesses são compartilhados por outros: saber que nosso país cada vez mais .

Como só consigo ir no final de semana, estas são as mesas para as quais já garanti meu lugar:

No sábado, dia 4 de julho, vou juntar o melhor de dois mundos - jornalismo e literatura - e assistir ao Mario Sergio Conti entrevistando Guy Talease. O novo livro de Talease, Vida de escritor, inclusive já é o próximo da minha fila (jornalista que se preze tem que chegar preparada).

E no domingo é a vez de ouvir o historiador inglês Simon Schama falar sobre a história recente dos Estados Unidos a partir de temas como temas guerra, religião, e fartura. Isso é que é timing.

Em função da grande demanda, a organização da FLIP ampliou a tenda do telão e disponibilizou mais 200 ingressos à venda hoje. E aos twitteiros de plantão: sigam a FLIP e a mim até Paraty.

E vocês, vão?