sexta-feira, 31 de julho de 2009
mais vendidos
quarta-feira, 29 de julho de 2009
prizes
domingo, 26 de julho de 2009
Academic Earth
sexta-feira, 24 de julho de 2009
divergências literárias
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Agente, para que te quero?
Em muitos aspectos, o mercado editorial brasileiro copia o americano. Claro que perto das grandes publishing houses dos EUA, ainda estamos engatinhando, mas, de todo modo, a dinâmica tende a ser replicada. Exceto em um caso – o papel do agente literário.
Se lá fora não é possível imaginar um autor, por mais desconhecido que seja, que não tenha um agente o representando, aqui no Brasil a prática ainda é pouco comum. Em primeiro lugar, há poucos escritórios que desempenham este papel com segurança como os de Lucia Riff e Alessandra Pires; e, ainda estes, costumam ser utilizados como um suporte burocrático, seja para o autor que tem livros publicados por diversas editoras e precisa de ajuda com seus contratos, ou porque alcançou certo nível de reconhecimento que não o permite gerenciar toda sua obra.
Essa é a outra questão. Enquanto aqui os poucos agentes ocupam-se dos 'peixões' da literatura brasileira, nos Estados Unidos eles funcionam muito como os primeiros avaliadores de autores estreantes. Ou seja: o autor procura um agente literário e submete seu manuscrito, o qual é avaliado e, caso seja considerado apostável, ele passa a ser um cliente da agência, que negociará com editoras daquele perfil a publicação do livro. Em muitos casos, o agente inclusive sugere mudanças que adéquem o texto a um perfil mais comercial, um pouco como alguns bons editores o fazem.
Sobretudo, ter um agente literário lhe representando, pode ser muito interessante para a venda de direitos ao exterior. Hoje, no Brasil, isso ainda é feito de maneira muito tímida, cabendo a algumas poucas editoras esse papel. Já nas grandes casas, o autor vê a atenção do departamento editorial ser dividida entre outras centenas de escritores e, assim, muitas vezes, seu trabalho nunca tem a chance de ser levado a outros países. Estamos falando, portanto, de uma área desse mercado ainda não explorada, o que pode significar oportunidades para ambos os lados – agentes e autores – crescerem. Cabe a nós aproveitar.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
mais Colombo, mais Talese
domingo, 19 de julho de 2009
Cuide de você
sábado, 18 de julho de 2009
Harry Potter e o Enigma do Príncipe

terça-feira, 14 de julho de 2009
Made in China
domingo, 12 de julho de 2009
Mr. Ferguson
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Balanço Flip 2009 – dia 2
Ufa! Depois de muita correria, voltei para contar sobre meu último dia de Paraty.
O domingo começou cedo e com algum sol iluminando o clima nostálgico do final da Flip. Fomos direto para a Tenda dos Autores assistir a mesa do historiador Simon Schama, autor do livro O futuro da América, sobre as eleições primárias norte-americanas de 2008. Fui surpreendida por um auditório lotado, com pessoas sentadas nos corredores, todos sentados esperando Lilia Schawarcz, que faria uma apresentação um tanto longa da carreira de Schama. Se os EUA habitam o imaginário dos brasileiros, sofremos também quando eles caem?
De início, Simon Schama mostrou que aquela não seria uma mesa como outra qualquer – levantou-se, microfone sem fio preso ao ouvido, e começou o que seria uma palestra-show, sem interrupções ou hesitações, exceto uma. Enquanto defendia explicitamente seu apoio a Barack Obama, uma mariposa intrusa pousou em seu ombro, ao que todos reagiram e ele, calmamente espantou o inseto e disse "Well, George Bush probably sent that".
Schama disse que o passado e o presente são arbitrários, na medida em que dependem do referencial. E também disse que, com tudo o que possa ser dito, os Estados Unidos são um país onde duas opiniões opostas podem se confrontar livremente. A mesma nação que é referência do mundo globalizado, até os dias de hoje guia sua política com se os fundadores, "the founding fathers" – os líderes da independência, Lincon, Adams, Franklin, Jefferson – ainda estivessem bem vivos no Capitólio.
Sobre como o Brasil e os EUA lidam com a questão racial, Schama disse que enquanto eles têm um discurso baseado no "Who do you think you are?", que remete à igualdade, nós partimos da postura "você sabe com quem está falando?", apelando sempre à hierarquia social.
Outro tema da mesa – e também do livro de Schama – a religião, ele resumiu ao citar Thomas Jefferson que indagava "does it break my bones or picks my pockets, if a man has one God, three Gods, twenty Gods, or no Gods?"
Em linhas gerais, Simon Schama, como o visitante anterior Gay Talese, quis dizer que a história é escrita no cotidiano, pelas múltiplas vozes que formam o conjunto social. E, sobre sua narrativa clara, explicou que deve-se escrever história não para acadêmicos ou seminários, mas usando todos os discursos disponíveis.
Depois de lá, muitas pessoas já estavam pegando a estrada. Nós ainda nos demos o direito de almoçar uma pizza e dar mais uma volta na cidade, até que também chegou nossa hora e viemos, de volta a São Paulo, onde o que me esperava era mais Gay Talese, terça-feira, no MASP.
A Flip é muitas coisas. É cult, é pop. É contemporânea e é antiga. É literária e é musical. É artística, conceitual, única. A Flip se não é, deveria ser um de nossos maiores orgulhos. Não há autor que não se sinta em casa – inclusive os estrangeiros. E não há leitor que não saia de lá com algum título anotado em seu caderninho. Mal posso esperar pela edição de 2010. E da próxima vez, quero ver mais, ler mais e ouvir mais.
Até!
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Balanço Flip 2009 - dia 1
domingo, 5 de julho de 2009
Simon Schama
A palestra durou 1h30 e teve até participação de um inseto não convidado.
O final teve direito a merecidos aplausos de pé da plateia, que emocionou o britanico.
Agora, sigo para os momentos finais.
sábado, 4 de julho de 2009
Gay Talese
Apesar de Talese não ter recebido perguntas do público, consegui encontrá-lo nas acolhedoras ruas de Paraty. Me apresentei, lhe disse o que achava de seu mais recente livro, e da importancia do Jornalismo Literário para a minha carreira.
Felicíssima, estou agora curtindo a noite da Flip!
Amanhã, notícias da mesa do Simon Schama, e, no final, detalhes sobre tudo que estou acompanhando.
Até!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
o show vai começar
Tem cantor que virou escritor; jornalista; crítico de música; historiador; físico; tem poeta e tem contista.
Tem Flipinha e FlipZona; tem lançamento de novo portal literário; tem cobertura no Twitter; tem autor que substituiu outro; tem show de abertura e tem homenagem a Manuel Bandeira.
Mas o que mais tem é gente. Cariocas, paulistanos, argentinos, mineiros e nordestinos. Terá de tudo nesta que já é uma das feiras de mais prestígio do globo.
Aos que já foram, aproveitem. Sábado nos vemos. E para quem ficou na vontade, uma ótima notícia: assista ao vivo aqui tudo que está rolando em Paraty.
Um viva à tecnologia e que comece a festa!